Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.

domingo, 9 de setembro de 2012

Faroeste usinando (reflexões, edição 11)



Por George W de B Cavalcanti*


  • Faroeste caboclo  ~ Suposta palavra de ordem de cacique esquerdista a pré-candidadto do seu partido e que ousou confrontá-lo em convenção partidária municipal na cidade do Recife - PE [como nas falas de "filme de far-west"]: "Keep yours, Rands!" (03/07/2012)
  • Mão e contramão ~ Mão é: Brasil 3D (Dilma, dinheiro e desenvolvimento) e contramão é: Brasil 3C (corrupção, coronelismo e "chibata"); e, as eleições municipais dirão qual dos dois é o preferido da "classe C full HD". (05/07/2012)
  • Tradição e renovação ~ Entendo que, o melhor servir ao Eterno se faça na soma da tradição com a divina unção misericordiosa, em socorro aos necessitados; aos aflitos e oprimidos pela contemporaneidade. (08/07/2012)
  • Onde está a honestidade? ~ Bom, entre os moradores de rua do Viaduto Azevedo na Zona Leste de São Paulo a honestidade está. Então, se mudarmos o Congresso Nacional para lá talvez resolvesse; já que, "o homem é produto do meio". (09/07/2012)
  • Lei de talão (leia-se, lei de talião) ~ É, parece que "cachoeirismo" é viral e o bicho pega: "quem com bicho fere com bicho será ferido". E o mandato do Marconi corre Perillo. (17/07/2012)
  • Domicílio da realidade ~ A realidade é movida a sobrevivência e a morada da sobrevivência nunca está nos extremos; o desenvolvimento e o progresso agradecem. (18/07/2012)
  • Natureza improvisada ~ Nostálgico botanicamente testemunho em margem nordestina atlântica, aonde deram fim à mata, urubu - que é bicho de rochedo e copa mais altaneira - resignado pernoita empoleirado em prosaica folha de coqueiro. (19/07/2012)
  • Difuso, confuso e obtuso ~ O político corrupto é um assassino difuso que se locupleta em um Estado confuso, em detrimento do cidadão obtuso. (02/08/2012)
  • Ilusórios rituais ~ Do ponto de vista físico e corporal esta vida é uma sucessão de rituais de iniciação e de finalização, entremeados por fascinantes ilusões. (04/08/2012)
  • Ingrato grevismo ~ Grevista não pune quem é pago pelo povo para representá-lo: o político com mandato. Grevista só pune quem paga o salário dele: o povo. (09/08/2012)
  • Eleitoral enganosa ~ Se dependesse da propaganda eleitoral o Brasil estaria com todos os problemas resolvidos. (10/08/2012)
  • Paradoxo brasileiro ~ Vivemos em um país para o qual a educação é tudo e, no entanto, onde para a educação tudo é difícil. (15/08/2012)
  • Liberou [quase] geral ~ Deputados brasileiros aprovaram a abolição da Lei da Vadiagem, e agora só faltam criar e aprovar projeto criando a "Lei da Legislação Em Causa Própria"; nesse sentido a única ainda consuetudinária por aqui. (17/08/2012)
  • Vacina anti-desgraça ~ A única maneira de acautelar-se da desgraça é atentar que, nada é de graça, à exceção das divinas graças; evidentemente.
    (22/08/2012)
  • Ideias de resultado ~ As melhores ideias que dão certo são as resultantes da parceria entre o conhecimento e a propícia condição econômica do idealizador. (22/08/2012)
  • Solo e solas  ~ Historicamente o que seria dos generais se não fossem os sapateiros. (22/08/2012)
  • Tirana colaboração ~ Os tiranos só prevalecem enquanto a colaboração irrestrita mata a criatividade. (23/08/2012)
  • Páginas de coragem ~ Há muito tempo perdi o medo de ler livros de muitas páginas e ganhei coragem para enfrentar a ignorância. (25/08/2012)
  • Justo paralelo ~ Em minha rotina de solidão e luta, heroicamente consigo perceber e relatar poesia. E, se "o poeta e o vencedor são pessoas solitárias", ouso imaginar ter algo a ver com eles. (27.08.2012)
  • Diário de classe ~ Sociedade que despreza e depreda à classe de escola, revela a insanidade de uma sociedade sem classe nenhuma. (29.08.2012)
  • Ética de merecimento ~ Na realidade não somos donos de absolutamente nada, apenas moralmente algumas coisas existem prioritariamente para nós se fizemos eticamente algo para merecê-las. (03.09.2012)
  • Miséria e glória ~ Todos somos miseravelmente ou gloriosamente complexos na proporção em que nos compreendemos a nós mesmos, aos outros e mutuamente. (04.09.2012)
  • Alfabeto inclusivo ~ A cultura da competição nos cobra referência ao "estado alfa" em tudo e a todo instante. No entanto, o alfabeto não funciona com uma letra só; da alpha (Α α) à omega (Ω ω) todas são igualmente necessárias à completa expressão do pensamento. (06.09.2012)
  • Usinando a vida ~ O introvertido permite-se dar mais tempo ao próprio cérebro para pensar melhor; qualitativa e quantitativamente. Por isso tantos deles criam e inovam tanta coisa ao longo das eras; os tímidos usinam a história. (06.09.2012)


  •  
     
    (Ilustrações - fonte: Google Imagens)

    domingo, 2 de setembro de 2012

    Poema túrgido



    Por George W de B Cavalcanti*


    Reflexão,
    e dedicação
    desde o início;
    indicação lúdica
    na nesga de humor
    entremeando a lógica,
    brincando com a forma
    na cadência destes versos,
    recorrência tão morfológica.
    E, mudança a inverter a cena,
    em sílabas e versos aguçados,
    agora assim de ponta-cabeça;
    a destilar toda sua essência
    que afine em ritmo e rima
    à reprodutiva sequência
    por essa estrofe afinal,
    a fixar um discurso
    no pontiagudo
    da palavra
    curta e,
    ponto
    final.




    ( Ilustrações - fonte: Google Imagens)

    quarta-feira, 29 de agosto de 2012

    Verso e poda



    Por George W de B Cavalcanti*
    (texto atualizado em 03.09.2012)


    Blog,
    blogo,
    blague;
    permite-me
    mexer no modelo,
    como um gatinho travesso
    no afã de desenrolar o novelo.

    Estória
    da história
    pelo memorial;
    constrói a paródia
    com estrofes piramidais,
    a questionar o topo ausente
    às lutas dos nossos ancestrais.

    Rebelo
    e revelo
    o tanto medo;
    e todo o meu zelo
    nesse cuidar não notado
    pela atenta e fria presunção,
    do fingimento que desvela segredo:
    rudes tibiezas ante um bonsai literário.

    Troco
    três vezes
    sua caqueira;
    com regularidade
    como a buscar morada,
    pela escolha da maturidade,
    o lugar propício que se queira
    para acomodar a sua longevidade.

    O viver
    é tudo cuidar
    em detalhes mil;
    até renovar sua métrica
    pelo teor poético dessa vida,
    ganhar ritmo com rima genérica,
    na prática, a poda que lhe é requerida
    para longeva estética na forma triangular.




    (Ilustrações - fonte: Google Imagens)

    sexta-feira, 24 de agosto de 2012

    Violência não é paisagem




    Por George W de B Cavalcanti*
    (texto atualizado às 08:41 de 27.08.2012)


    Esta é certamente uma postagem de indignação cívica que, solidariamente, busca soma-se à opinião pública - e não somente à opinião, mas, a um verdadeiro e justo clamor nacional massivo. Face a atual generalizada preocupação da grande maioria dos cidadãos brasileiros com a segurança e a vida. Prioridade esta que, absurdamente, parece não encontrar ressonância nos corações e mentes dos que, por esses dias, fazem parte dos vários escalões de governo deste país.
     
    Porque está a cada dia mais evidente que, em matéria de segurança pública dos brasileiros de nada tem servido aos nossos governantes "a voz rouca das ruas". Voz essa incansável - com não poderia ser de outra forma - na defesa dos legais e legítimos direitos à preservação do patrimônio público e privado. E, muito especial e principalmente do principal que, é aplicação constitucional em prol da integridade física pessoal e familiar; ou seja: ao direito sagrado de defesa da vida humana - nos âmbitos individual e coletivo.

    O que nos parece - e creio estar aqui traduzindo a opinião da massiva maioria dos compatriotas - é que, em relação à sanguinária escalada de todo tipo de delito e crime por meio do uso de armas branca e de fogo; muito principalmente com a utilização desta últimas, há um profundo descompasso entre a problemática e a providência.

    Parece que os nossos políticos, principalmente quando no governo, recebem de imediato a benesse de uma espécie de "campo de força" de incolumidade à sanha perversa disseminada que está furiosamente a banhar de sangue o nosso povo ordeiro, trabalhador e pagador de elevadíssimo volume de impostos.

    Senão, por que os ouvidos moucos a tamanho drama agudamente vivido pela família brasileira? Entendo que já não é sem tempo esta pergunta. Uma vez que o que se percebe é omissão, inépcia, inércia e a famigerada "cara de paisagem" das nossas autoridade diante dessa situação calamitosa.

    Quem nos dias atuais pode negar que, todo vagabundo e/ou marginal vai a uma feira livre e compra uma arma de fogo com mais facilidade do que adquire um espécime nativo da fauna nacional; a resposta é óbvia e ululante.Nunca antes na história deste país se matou tanta gente trabalhadora - e, meliantes, também.

    Então é desesperador constatar que, nesse ano de eleições municipais - a tirar pelo discurso inicial dos candidatos no Guia Eleitoral - os ilustres postulantes aos cargos políticos parecem fazer questão de passar ao largo desse que é sem dúvida o mais cadente tema da realidade nacional.

    O pior é que essa súcia de celerados está a proliferar-se mais do que ratazanas e a emergir dos esgotos da péssima distribuição de renda e de uma contumaz deficiência educacional. Indo pois, fazer estágio de "pós-graduação" no crime em uma das nossas diversas academias de bandidagem do nosso claudicante sistema prisional-carcerário.

    Mas, quem mostra na grande mídia - principalmente em ano de eleição - onde estão as raízes históricas e sociológicas dessa "psicodélica" tragédia tropical? Donde conclui-se que, as "forças ocultas" que ora movem o nosso país em direção ao abismo do modelo armamentista - importado diretamente da parte de cima da linha do equador - supostamente seriam muito mais poderosas do que as que derrubaram o presidente Jânio.

    Estaria os nossos governantes também com medo delas? Porque as estatísticas nacionais não mentem sobre estar em andamento a formação massiva de uma população nacional acuada pelo crime. E, assim, apavorada e neurotizada com todas as decorrentes consequências danosas às relações interpessoais e sociais; à ordem, ao progresso e aos demais elevados interesses nacionais.

    E, claro que não poderíamos concluir esta sem registrar também a nossa contribuição aos principais atores do "Festival de Grevismo que Assola o País". Aí pessoal! No sentido de colaborar para a solução dessa defasagem na segurança nacional, que tal uma "palavra de ordem" diferente, para variar?... Tipo: "Greve nacional contra a violência e os crimes de morte por arma branca e de fogo, já"!




    (Ilustrações - fonte: Google Imagens)

    quinta-feira, 16 de agosto de 2012

    Por esses dias

    Gerusa minha mãe, ora convalescente; passa bem

     Por George W de B Cavalcanti*


    Duas lágrimas fluíram
    dentre pressa e calma,
    na parceria de sempre;
    a escorrer no meu rosto 
    e, nos meandros da alma.

    Contritas e solidárias
    em espírito de oração,
    na aflição do momento;
    da família, toda comoção
    à torvelinho de tormento.

    Uma gota molha a voz,
    outra alaga pensamento,
    em dueto por imposição;
    de perigo e angústia atroz
    face à grave aflitivo evento.

    Alô, o que? Meu Deus,
    socorre minha mãezinha!
    E nessa hora de urgência
    são sempre duas lágrimas,
    as primeiras em clemencia.

    O sentimento em clamor,
    é líquido e certo andarilho
    na superfície do meu rosto;
    fez deixar o rastro do amor
    pelo transe de julho a agosto.

    As tépidas e densas amigas
    não necessitam que as peça,
    não precisam que eu as diga;
    elas vem na solicitude precisa,
    brilham na luz da fé e devoção.

    Estejam à vontade queridas,
    deixem pegadas de esperança,
    marquem no coração do poeta;
    com a pureza eterna que se tem
    se dentro há coração de criança.




    (Ilustrações - fonte: Google Imagens)

    Rádios de Israel - escolha a estação

    Antes de escolher uma rádio desligue outro áudio que estiver escutando.