Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ressaca democrática - 'saca-rolhas'



Por George W de B Cavalcanti


- "A beleza é a verdade, a verdade é a beleza".
- "O ecosistema literário" - desta página contém valores e princípios coexistindo com explícitas figuras de linguagem nuas e cruas, em trocadilhos e ousadas carícias existenciais.
-"Vertigem das agruras" - é, então, a eventual confusão mental e desorientação momentânea que pode acometer individuos menos esclarecidos e desatentos ao caráter sistêmico da realidade, aqui analisada.
- "Tu bicho or not tu bicho" - porque todo prazer deve ser solidário, e não o democratizar é suprimir-lhe o fator ético. É torná-lo antiecológico e contrário à qualidade de vida, à natureza e, em última análise, à sobrevivência da espécie humana.
- O "bem estar egoísta" - é o não ser e nem estar.
- Ter nacionalidade não é o mesmo que ser nacionalista, muito menos ser patriota; patriota não frauda e mem rouba a pátria. Traduzindo: TORCER PELO BRASIL É NÃO SACANEAR O BRASIL - quem O sacaneia não merece vestir camisa de time, muito menos a verde e amarela; a da canarinho.
- "No Brasil a casca é maior do que o miolo" (Chico Buarque de Holanda, poeta, escritor, compositor e intérprete).
- Não importa o quanto conspire a solidão, o intelecto se basta pelo prazer de pensar e se expressar.
- Da minha atual perspectiva: me parece que só as feias são solidárias, as demais se contentam e ser apenas 'poderosas'.
- "O que for feito ao orgasmo será feito aos filhos do orgasmo".
- iDilma... "Vida de americano é assim: iPhone, iPod, iPad, iMac... Já vida de brasileiro é assim: iPtu, iPva, iCms e iPi..."
- Repto a repetir: "Dinheiro não traz felicidade, é? Então me dá o seu, e seja feliz!".
- Síntese da praxis capitalista: QUANDO O CIDADÃO NÃO TEM DINHEIRO 1% DAS PESSOAS ACHAM QUE ELE NÃO TEM O QUE DIZER E AS OUTRAS 99% QUE O QUE ELE DIZ NÃO TEM IMPORTÂNCIA.
- A máxima das máximas mundanas: PRAXIS SED LEX. Traduzindo: "A PRÁTICA É A LEI".



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Comichões na paciência e o 'santo padroeiro'



Por George W. de B. Cavalcanti*



Introdução: O Papa não mas a história sim, canonizou e nomeou "São Macunaíma o Padroeiro do Brasil".

Macunaímalouquices - das invenções pendentes
- Exame de Próstata por controle remoto;
- Mulher com nádegas à frente;
- Desmistificação do "fio terra";
- Curso de pós-graduação: Como Se Tornar Uma Executiva Sem Ficar Parecendo Um Homem;
- Mudar a designação: de 'torcida organizada' para 'horda organizada';
- Placas de aviso para as rampas do Palácio do Planalato e do Congresso Nacional, com os dizeres: Para Uso Exclusivo de Deficiantes;
- Atualizar o lema da bandeira para: Nós Sofre Mas Nós Goza;
- Atadura brasileira para substituir a Faixa de Gaza;
- Descobrir 'pressal' em Minas Gerais;
- Nomear o Tiririca ministro da Educação;
- Tornar o Tupi-guarani disciplina obrigatória;
- Oficializar para fins políticos o uso pelo eleitor de apanas dois neurônios, popularmente conhecidos como Tico e Teco;
- Criar a Blosa Mindinho, como pensão vitalícia para quem amputar o próprio;
- Capacete de segurança anti-petismo, especial para caminhadas de candidatos não alinhados aos "companheiros";
- Selo do Imetro obrigatório para as promessas de campanha eleitoral dos partidos políticos brasileiros e de seus respectivos "poca-urna";
- Cobrar para todos a meia-entrada no 'lançamento' do filme: "CPMF II, A Vingança" - proximamente em cartaz no banco mais próximo de você;
- O governo mudar as siglas: INFRAERO para INFRAIÉGUA! (a que não voa em velocidade de REAL, mas, de CRUZEIRO) e ANARC para ANARQUI (anarquia ampla geral e irrestrita nos serviços aeroportuários - e, quem financia esse gargalo?

Macunaímalandragens - "assim não pode, assim não dá":
- Ter a maior carga tributária e a maior dificuldade para pagar impostos do mundo, e querer ser país desenvolvido;
- Ousar dizer que 'aposentadoria compulsória com salário integral' é condenação ou sentença;
- Circo de siglas: BC faz PROER, enCAIXA grupo SS e SBT logo é SPT - e o resto vira "bolinha de papel";
- ReperCUTir a criação do ANALFABRAS. Novo e rentável sindicato classista, para aglutinar e fortalecer os candidatos analfabetos de pai, mãe e parteira;
- Emancipação feminina com a mulher-masurpial (mulher-timbú), que sustenta os filhos mais novos com a bolsa e carrega os mais velhos nas costas;
- Troca de elite: dizer que não sabiam do "Metrô do Pó" (subway) no Complexo do Alemão, e que deu fuga a "nata da bandidagem" na hora do aperto - fala sério! E, tudo financiado pelo PAC - Programa de Aumento da Criminalidade. Vide, nas principais redes de televisão, o "Big Brother do Crime 11" - a conferir.

Macunaímalhações - manchetes previsíveis:
- Eleição da presidenta deu na volta da "Me Fui" (apelido da CPMF). Ou, ...na volta da "Me Fui" deu;
- Revelado o 'Princípio da Web': "ações individuais simples podem levar à inteligência ou à burrice coletiva";
- Pesquisa de urolugista de Nova Iorque indica infertilidade masculina por aquecimento escrotal causado por uso de leptop e mulheres já protestam. Mas, as indústrias de computadores de colo já se apressam em esfriar as coisas e prometem para breve eggcooler como ítem de série nos pc's portáteis;
- Superbactéria aloprada KPT contamina o INEPto e Justiça suspende provas, mas, o MEC não está ENEM aí;
- O TIRIRIBRAL, é método de alfabetização relâmpago aplicado pelo TSE ao candidato Tiririca. Cria jurisprudência e será adotado como programa nacional - humorístico, evidentemente;
- Hollywood não é aqui. Diretor de cinema gringo filma no Rio de Janeiro e descobre, em pleno set de filmagem, que a munição dos bandidos não é de festim. Comenta-se que o corpo do artista principal e protagonista da película seguirá para os States em caixão lacrado;
- "Pedofilia Eleitoral" - é tipificação jurídica aplicável à compra de voto e/ou voto de cabresto. Que, além de implicito e explícito atentado ao pudor ético, é estupro da cidadania do eleitor socioeconomicamente vulnerável e/ou educacionalmente incapaz.

Conclusão
Incesto sociológico: Quando a ignorância é mãe do poder e a isanidade é filha da ignorância.



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O prazer compartilhado - gratificação holística


Por George W. de B. Cavalcanti*


Tudo, nesta realidade tridimensional na qual existimos, tem a sua escalada constitutiva enquanto energia e /ou matéria, inorgânica ou orgânica. Do nível micro ao macro no cosmos – organização das coisas no espaço – tudo e todos parecem estar em expansão – e/ou pulsação. Como se atribui estar o incomensurável todo que chamamos de Universo.

Essa dinâmica estruturante de sistemas é comum a todos os reinos, seja o mineral, o vegetal ou o animal. E, salvo acidentes de percurso ou colapso por fadiga, todos tem no ápice da interação mútua uma justificação da sua existência. A qual, acredito, não ocorre apenas para simples e generalizado consumo.

Entendo que exista no bom êxito dessa atividade - seja na condição inconsciente, consciente ou autoconsciente - sucessivos e variados graus de satisfação, de inerente prazer. No qual a perpectiva de gozo, climax ou, de orgasmo, vai do mais rudimentar e básico ao mais satisfatório.

Especialmente a nós humanos foi dada - sempre proporcional ao nível de conhecimento e de consciência de cada um -, a possibilidade de identificar e de usufruir da justa gratificação. Seja ela objetiva ou subjetiva, imanente ou transcendente.

Da realização dessas possibilidades depende a história da felicidade de cada um de nós. Nessa gama de fatores e situações que constituem o imenso espectro de interações disponíveis. E, a todos e cada um, o desafio do prazer da experiência específica.

Assim, todo gozo é proporcional à percepção, sensibilidade e acuidade. Habilidades com as quais cada um constroi o roteiro de gratificação face à luta. E, nisto, emblemática é a concepção da parceria orgástica.



Felicidade Inerente e o básico transcendente



Por George W. de B. Cavalcanti*


Tomando por base os meus estudos, a observação da realidade e a minha vivencia pessoal sou de opinião que, a sanidade e o bem estar de tudo e de todos depende de dois fatores existenciais fundamentais: a luta (subsistência) e o prazer (gratificação).

O primeiro é responsável pela presença física e orgânica no espaço e no tempo e, o segundo, pelo estímulo a continuidade do primeiro. E, é do nível de equilíbrio (equivalência) entre ambos que decorre o prognóstico (expectativa) de viver com mais ou menos alegria.

Então, é preciso enterder que além de uma dinâmica é uma permuta e, mais que isto, uma parceria. E, esta, é a palavra-chave que pressupõe a série de preeminente valores que ensejam um saudavel climax; respeitosamente, o orgasmo de cada prazer.

O clímax do prazer, seja intelectual, espiritual ou sensorial - e, existiria por acaso esta separação? - deve ser ecologicamente correto e incluir no próprio o do outro.

Vamos conbinar, que este ápice é plataforma sustentável existencial não há duvida, mas, ainda pouco conhecida em suas múltiplas conotações.

Por isto, nos propomos a abordar o tema numa tentativa de visualizar ainda mais amplos e fascinantes significados.

Porque somente em parceria avançaremos nessa estimulante fronteira do conhecimento.



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ao Aveludar das Pedras



Por George W. de B. Cavalcanti*


As pedras rolam, à exceção daquelas que criam lodo até virar sedimento por nunca mudar de posição ou lugar. Estáticas, a jamais experimentar outro terreno, outra interação, outro encaixe e outra possibilidade. Fora de leitos ou de rotas, são, por assim dizer, pedras mortas.

Se mantem no meio do caminho como objeto qualquer que nunca transpõe e sempre é transposto, não fora os movimentos de rotação e translação do próprio planeta. Este, grande pedra fragmentada, mas em movimento que une o seu entremeado de magma e águas.

Outras, que rolam e que saem de seu lugar cujos motivos não vamos aqui questionar, porque em dimensão cosmológica, são incontáveis. A realidade é que tombam e tornam a tombar, a chocar-se e a abrasar. Às vezes portentosamente, retumbantes como se fora sólidos trovões.

Estar à mercê da inércia simplesmente é oferecer-se ao musgo, ao parasitismo como um seu passivo lastro. Não ser ator de eventos é não ter histórico de movimento, apenas o estar geológico. O que reduz, em muito, a chance se se assemelhar à matriz terreal esférica.

Até onde conheço os corpos celestes, aqueles que são significativos de órbita estável são esféricos ou tendem a sê-lo. E, assim escrevo para ilustrar como o imobilismo é bisonho, semelhantemente em nós humanos também minerais e, ás vezes, pétreos ao ocaso.

Pelo que, no que me diz respeito, ocorre-me parafrasear o pensador andino e dizer: confesso que rolei (vivi). E, o faço a tempo suficiente para dizer sem sombra de dúvida que sempre lutei para que não parasitassem sobre mim, como se fora eu uma alegoria de lodo do lago.

Vezei sobre montes e vales, areias, pântanos e cascalhos tantos. Agora, invariavelmente exibo os resultados, e sinto-me gratificado. Sou um ser que rolou até sobre estiletes os mais pontiagudos; pedras lascadas, ouriços do mar travestidos de gente em couraça.

Quedas e atritos tantos me aguçaram o coração e a mente, quase sempre à revelia; ao acaso que de chofre sai da densa bruma do imponderável. Ocasional oposição única, desígnio, destino, sei lá; só sei que quando passa deixa o seu nome gravado: o inescapável.

Reconheço nisto um tanto da minha própria história; testemunho vivo que sou do arrasto. O suficiente para que a esta altura do meu tempo já me sinta um seixo. Liso, livre e escorregadio, que é o aveludar-se da pedra. Modo como essa vida no diz que a polidez é ganho.

Que, ao menos de agora em diante, os meus iguais me permitam entre eles o meu lugar. Quedar-me atentamente e sem criar lodo, porque a o oferecer aos peixes como pasto. Ser outro seixo em leito de córrego cristalino, a sentir como gentil carícia o polir de suas águas perenes.




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