Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Se correr ou ficar, tudo é posição

 
 
Por George W de B Cavalcanti
 

Então, não existe essa estória de, “sou neutro porque sou omisso”. Porque se você é ativo ou passivo em relação a algo, isso já é posição. Senão vejamos, com alguma poesia:
 
Se você quer ou não quer compromisso;
Então, se você se mexe ou se fica parado.

Se você é proativo ou torna-se um omisso,
A atitude de não o fazer também é posição.

Após se nascer não existe o próprio aborto;
Não adianta você querer fingir-se de morto.

Seja lá indo, voltando, ou ficando...
Enquanto você ocupar espaço,
Certo é reconhecer que:
Qualquer, eu ou você;
Enquanto for um ser,
Inevitável é estar,
Posicionado.
 
 
 
 
 

(Ilustrações; fonte: Google Imagens)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A crise, a gripe e a cereja

Venda de máscaras de Proteção para Respiração em rua de Lima - Peru


Por George W. B. Cavalcanti


Teorias conspiratórias à parte, não é de hoje o que as mentes mais atentas quando aguçadas sobre a realidade percebem. Insuspeitas e aterradoras evidências mascaradas por fatos e eventos globalmente marcantes que, são rotuladas como espontâneos e cândidamente apresentadas como casualidades e/ou fatalidades. Contudo, as mesmas não resistem a uma análise mais detida e acurada sem que revele, quase sempre, nítidas orquestrações tão mesquinhas e inconfessáveis quanto insuspeitas e supreendentes. Percepção esta que, evidentemente, fica para alguns que priorizam pensar o que se escamoteia na grande comunicação -; textos e contextos inclusos.

Como o atual, em que se faz divulgar em escala global, contínua e insistentemente, números de uma projetada letalidade (1.3%) para uma suposta epidemia gripal. Enquanto que, com notória desfaçatez e na mesma escala, sistematicamente deixam de revelar os números da comprovada mortalidade (0.3% ou, 500.000 pessoas por ano) da gripe comum – sem computar os óbtos por complicações decorrentes – desde o início do respectivo período -; e,isto, sem tangenciar os dramáticos números de mortes por falta ou mal atendimento às populaçõe carentes em todo o mundo.

A uma minoria de vida inteligente, quase sempre anônima e diluída na multidão, cabe a vocação e o sagrado ofício de identificar nas versões oficias a verdade oficiosa bem real e nada fantasiosa. A velada e rotineira manipulação massiva para geração de fato político e, mudança de foco, encetados – desde que existe boato e notícia – por argutos indivíduos e seus associados nessas estratégicas empreitadas. Mas, não apenas suspeitar como, na medida do possível buscar repercussão para a residual consciência do homem do povo –; tão decisivo nos transes das civilizações.

Inevitável é perceber que, uma presunçosa pretensa elite que se imagina ser tutora da humanidade é – à exceção de uns raros prepostos de origem humilde – composta exclusivamente pelos chamados “bem nascidos” e está, cada vez menos, empenhada em que sua superficial diplomacia encubra a truculência do antigo propósito de manter o rico sem riscos, arriscando a vida do pobre. Para tal, fortalecem suas posições de excessivamente abastados por meio de confrarias tão discretas quanto poderosas e politicamente influentes, para não dizer, arbitrariamente decisórias.

Historicamente o efeito social de suas decisões costuma provocar o que arriscaríamos chamar de “massemotos” ou maremotos de “massa”. Com vultosas e intensas mobilizações de recursos financeiros, de pessoal, de logística e até mesmo de mobilidade social. Esses eventos se pronunciam quando os referidos seletos sócios entendem estar em risco o seu rico dinheiro por causa de alguma renitente querela. E, então, decidem ficar ainda mais ricos e poderosos, mediante a disseminação de boatos, noticiário forjado e especulação a fartar –; o que, eventualmente, tem o efeito de um artefato nuclear.

A essa altura, pela lógica seqüencial na assimilação do raciocino, advém um inevitável questionamento no sentido de que, nós o coletivo, a ‘rés pública’ e a ‘demo kratia’, com é que ficamos? Ora, visualizemos o atual cenário e as contraditórias atitudes da OMS. Agucemos o raciocínio, abramos a mente, tenhamos ‘insight’ até vermos claramente. E percebamos que os iniciados Vips estão todos nada preocupados com as opiniões contrárias –; jornalistas inclusos. Até porque as eminências de bastidores costumam colocar em descaso até a biosfera com seus biomas e ecossistemas, como se a ela eles não pertencessem –; alienígenas inclusos, evidentemente.

Assim, ao seu critério, concebem a maioria desafortunada, espoliada e alienada como se não fora gente e sim gado; rebanhos a ser tangidas e direcionadas para o seu particular curral ou para algum dos matadouros sociais existentes em gênero, número e grau. Vide serviço público de saúde, segurança pública, sistema público de ensino, desemprego, favelização, tráfico, coronelismo, latifúndio sem finalidade social, trabalho escravo, prostituição infantil, pedofilia, nepotismo, desmatamento ilegal, prevaricação e por aí vai, a oferta é farta. E, no mais, que os despossuídos acorram às muitas 'igrejas de resultados' em busca de proteção, bênçãos, curas, emprego, dinheiro, casa, carro, casamento, reconciliação ou, para sair do “fundo do poço”. Ah! Não esqueçamos as loterias. E como tem!

Então nós percebemos que, há bem pouco tempo só se falava em crise e o pânico popular já beirava a histeria e ao espectro da recessão. Mas, agora, como num passe de mágica, só se fala em gripe e em máscaras. E, todo povo ficou mascarado –; assaltantes inclusos, como em outros carnavais... Se bem que, com um transitório infortúnio para suinocultores, estão garantidas grandes fortunas via dividendos pagos pela 3M e congêneres, com a venda de milhões de – quase sempre inócuas, no caso – máscaras de proteção para a respiração. E, principalmente, pela Roche do antiviral Tamiflu –; este criado nos anos 90 pela Gilead que era presidida pelo ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld e a Gilead fechou acordo de produção com a suissa Roche.

Mas, espere! Neste bolo tem uma cereja... Ela foi colocada pela declaração dada por telefone ao RJTV, pouco antes de ter alta, o 1º caso registrado de gripe “A” no Rio de Janeiro e mantido – com grande divulgação pela mídia – em isolamento por 9 dias no Hospital do Fundão daquela capital como se lê a seguir: “Esta não foi a gripe mais forte que tive. Me assustei com a má fama que deram mas a febre que tive foi no máximo de 38°C. E, não tive mal estar nem dor de cabeça”.

Enfim, o impacto do episódio da crise econômica global é superado por uma habilidosa e eventualmente arriscada mas, muito rentável, falácia. A tal gripe "A" que, particularmente - para agradar a gregos e a mexicanos - denominei de gripe 'Assuína', ao que nos parece, se configura como uma providencial cortina de 'fumaça ninja' para a fuga da crise. Uma espécie de jogo de cena que só o fator tempo é capaz de desmascarar. Mas que, pelo ativismo, clientela e quadro clínico ora apresentados, não demora enquanto um global engodo e, logo será mito ou lenda -; ou, mais um episódio de história por trás da história.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

'Froudelândia' e seus exóticos personagens - a gênese

Por George W B Cavalcanti


A
ntes, alerto ao leitor que a pronúncia correta e adotada, no caso, é Fraudelândia –; o 'ou' com o som de 'au', como na pronúncia da palavra ‘mouse’ /maus/ (camundongo ou, o tal periférico de PC parecido com um rato) em inglês. E, esclarecido isto, vamos à estória.

Era uma vez, numa distante e exótica região do planeta, um país então chamado Froudelândia; no qual durante muito tempo prevaleceu um traço cultural que, após estudos abalizados foi denominado pela comunidade científica como: acometimento de ‘sociopatite’ (ou bandalheira endêmica) por falta de saneamento ético público e privado.

Eis que, por um daqueles ‘azares da sorte’ daquele povo, lhes nasceu o seu mais emblemático habitante – guindado à condição de ídolo nacional durante bastante tempo – o qual, por analfabetismo funcional do pai, da mãe e da parteira, foi civilmente registrado com o sugestivo nome de ‘Froudêncio’ (olha lá, a pronúncia é inglesa, lembra?). Certidão aquela decorrente de arroubo nacionalista ufanista e característico –; vez que, seus pais eram daqueles que não sabiam exatamente o que vinha a ser uma nação. Mas que, não tiravam a camisa da ‘seleção canarinha’ nos períodos em que duravam aquelas “copa do mundo”, nem para dormir.

No entanto, o genitor do robusto rebento era um 'fisiológico' deputado, membro do alcunhado ‘baixo clero’ da Câmara Federal de antanho. E, portanto, o sagaz nascituro – que viera à luz com oito meses e meio – teve todas as despesas de sua 'estréia', digo, nascimento, inteiramente cobertas (leia-se, pagas pelo erário público) por uma das rotineiras mamatas nacionais –; candidamente denominada de “Plano de Saúde Parlamentar”. Uma das tantas incongruências aprovadas – em plena crise econômica global da época – pela Mesa Diretora daquela casa de leis nacionais “lá pelos idos” de janeiro de 2009.

No tal Congresso Nacional – se é que aquele aglomerado de ávidos egos assim poderia ser denominado –, era costume as tais bandalheiras federais serem gestadas e paridas pelas “excelências” políticas – de todos os matizes – ‘na calada da noite’. Para ser, ato (oficial) contínuo, enfiadas ‘goela abaixo’ do contribuinte –; deglutidas e digeridas pela “galera” -; sempre com a ajuda líquida e certa de samba, suor e cerveja.

A propósito, o malfadado “Plano de Saúde Parlamentar” (hospital, clínica e/ou laboratório à escolha dos 'conveniados' e restituição integral de despesas pelo erário publico), apresentava toda uma sintomática passível de um daqueles diagnósticos – usando-se aquí o linguajar do então ‘presidente marolinha’ – nos quais, o médico instado pelo paciente (leia-se, pelo contribuinte) a dar o prognóstico, diz-lhe mais ou menos o seguinte: "Meu, sífu”.

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