Saudação

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Possante e chique (refelxões ~ ed. 7)


Por George W de B Cavalcanti*
(título modificado em 06/07/2012)



Possante adágio: s.m. ~ Ao volante de uma Mercedes todo direito é "ao Thor all". (22/03/2012) 

"Shakespirinha" ~ To bIke or not to bIke, eis a questão. Por via das dúvidas, não dê bicicleta de presente ao Thor, dê um martelo. (23/03/2012)  

Tic-TAC, tic-TAC... ~ Alguém tem que determinar um Termo de Ajuste de Conduta - TAC para a 'base aliada' dos governos brasileiros. Aliás, melhor que - o tal TAC - seja para o país inteiro. (23/03/2012)  

Mais das vezes ~ Porque não há vida que exista e resista sem propósito chegamos a pensar que, às vezes a única razão para existir é: resistir para existir. (23/03/2012) 

Sinergia revolucionária ~ Não se trata de alguma ideológica delirante sandice, mas, da polinização entre as revoluções quântica, computacional e biotecnológica; da qual depende todo o futuro da humanidade sob o ponto de vista científico. (01/04/2012) 

Rápida análise nanopolítica ~ Pergunte a titular de poder constituído mais próximo a você; o que sabe sobre coisas como: propulsão no espaço exterior a laser de cristal de xenônio, utilização de campo eletromagnético para controle do plasma da fusão nuclear, nanotecnologia molecular e elevador espacial em cabo de nanofibras de carbono. E, por fim, sobre o perigo da auto-replicação descontrolada de nanobots e a decorrente "gosma cinzenta final". Se acontecer de não te responder, ao menos, 60% do que trata estes assuntos; pode crer, não sabe em que mundo está vivendo. Enfim, com grande probabilidade de que, o/a indagado/a, não tenha a menor relevância para construção de um futuro para o  país e para a humanidade. (04/04/2012)  

Por memória, respeito e justiça ~ Cumpre-me lembrar às autoridades e aos amigos internautas de que, se há alguém que esteja visitando na prisão ao monstro que (em 26.02.2012, em Olinda - PE. Brasil) assassinou os próprios pais (o Prof. e Bispo Diocesano Edward Robinson de Barros Cavalcanti e a esposa do mesmo Profª. Miriam Cavalcanti); estes, respectivamente meu irmão e minha cunhada. Tal/is pessoa/s - se, não-integrante/s da Justiça ou do ofício do Direito -, evidentemente, assim agiria/m por oportunismo, associação ou intenção de associação ao réu confesso - de um crime para o qual não existe qualquer justificativa minimamente aceitável sobre a face da terra. Porque, entendo que a justiça de Deus não falha; que a Justiça dos homens honrará a Lei, e que todas as pessoas de bem estarão empenhadas para que a memória e o respeito aos mártires prevaleça. (07/04/2012) 

Tudo se perde ~ Em país onde se vende 'salgadinho de carne humana', rouba-se até "pano de pereba".  (17/04/2012) 

Haja creolina / criolina ~ Com todo respeito aos humildes trabalhadores da nossa secular "loteria zoológica". De "bicheiro" em "bicheiro" tudo vai ficando a cada dia mais bichado; uma bicheira só. Farta corrupção, abundante contravenção - que oficializar que nada. (18/04/2012) 

Não sou "peixe" ~ As ditas redes sociais não me oferecem - e já estou há um tempão nelas - negócios nem carreira profissional. Imagino seja porque produzo literatura, e por causa do meu currículo (*Quem sou eu), aí acima. (18/04/2012) 

Chique nos BRICS ~ Em um país onde conhecimento é palavrão não se oferece cargo político nem cachê a pensador ou intelectual; sempre mantidos longe da mídia. (21/04/2012) 
  

(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Reflexões de Um Corpo Caloso



Por George W B Cavalcanti


S
imilar interativo com nossa casa comum,
Generosa mãe azul, esse ser que nos acolhe,
E, que nos inclui hemisféricos desde a gênese,
Como frenéticos gametas no bom afã bioquímico;
Porque cúmplices limiares reprodutivos justapostos,
Numa calosidade recôndita no mistério do criacionismo,
Somos semente e fruto, seus inquiridores e testemunhas,
A despeito dos que tem tratado desrespeitosamente a vida.

Rogo, ao menos mentalmente pararmos por instante a cena,
Alucinada pelo ritmo vertiginoso sempre mais e mais acelerado,
Que assim resulta impedir descobrir o que nos une a nós mesmos;
Num mergulho interior importa canalizar o meio pelo qual pensamos,
A massa sobre si dobrada ao racionalizar todo seu espaço disponível,
Na caixa craniana sua blindagem óssea contra as agressões possíveis.

Objeto do tempo sujeito a evento e contratempos do imponderável,
Guarda nessa consistente interconexão nosso pleno dimensionamento,
Tanto que permite seja esta uma evidência sutil da importância do calo;
Existencial ponto explícito ou o implícito elo das complementares metades,
Do cérebro, dos sonhos, do pleno viver dos néscios, dos fúteis e dos sábios,
Certamente que, mais significativo enquanto efeito de rude abrasão no viver.

Ressaltado é pela reação de tantos que pela verdade se sentem incomodados,
Nos calcanhares, nas mãos, nas cordas vocais, vocação do profeta é um calo,
Um ser cuja atemporal mensagem avessa a presunção é qual pedra no sapato,
Até porque o consistente intelecto enfeixa no corpo luz que flui do intimorato;
Consistente e insistente avalia o pertinente que aqui se não revelo desbravo,
O ser e o não ser, as maneiras de viver as chances do porvir mais sensato,
Que admoesta o ego que reduz ética e razão à mera condição de trapos.

Na cobrança do escrito ou do pregado pela voz com o martelo da fala,
Por ter firme suporte no aporte e somatório das plenas capacidades,
Assim é calejado pelos golpes dos cínicos e do desamor refratário,
Pela estupidez negligente da falácia na farsa do frívolo e fútil;
Pela areia contra a pele e pelo assédio dos falsos discursos,
Os quais tola e fatalmente desconstroem a sí no decurso,
Porque invariavelmente destrói a acalentada esperança,
Ao negar ternura e ao afugentar o futuro da criança.

Mas o que derrama poesia do olhar em cada gesto,
Sua condição a um só tempo inocente e forte,
É o que assim inspira escrever o verso,
Imaginativo modo de fazer pensar,
E de perenizar o seu dizer;
Até mesmo incomodar,
Por também ser,
Corpo caloso.

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