Por George W de B Cavalcanti*
Se, queres do bom saber, a contento,
A poesia que nos vem à asa do vento,
Provando sobreviver em hostil relento;
Traduz amor e luz em transbordamento.
Pousa o verso e repousa o pensamento,
Credita a mente poética o merecimento,
Ao lograr vitória sobre o mundo violento;
Desmando que manda cada novo evento.
A perfídia espalha a prole pelo casamento,
Quando poder e maldade geram o rebento;
Que mama leite podre desde o nascimento.
O porvir é pesadelo de inconfessável intento,
É maligna ganância, sem pejo ou sentimento;
Sem que abram a olhos esse povo desatento.