Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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domingo, 10 de junho de 2012

Enigmático "bicudo" (reflexões ~ ed. 8)


 Por George W de B Cavalcanti* 
(título modificado em 06/07/2012)


Enigmático trocadilho ~ Os gênios são bem lembrados, mas em vida são os mais esquecidos. (21/04/2012) 

Perdidos no espaço ~ O Cadastro Nacional para localizar pessoas desaparecidas ainda não localiza nem a ele mesmo. (21/04/2012)

Allegro ma non troppo ~ ("rápido, mas não muito") A história é a sinfonia do comportamento humano; prelúdio, interlúdio e poslúdio. (21/04/2012) 

Realidade e presença ~ Há personalidade e caráter de Deus presente quanticamente, nanometricamente e fractualmente distribuída em todo o mundo material. E, o humano é o único ser que O questiona, rejeita ou O aceita e ama, nessa realidade ou fora dela. "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça; e quem tem olhos para ver, veja". (25/04/2012)

Crime de pátria-lesa, brindemos aos macacos ~ Quando, os Poderes Constituídos e instituições públicas - por tolerância excessiva, permissividade em demasia e frouxidão com as leis - permitem a impunidade (que assola nossa sociedade e causa prejuízo a todos) do crime de lesa-pátria, passam no concerto das nações a imagem de um povo leso; (é) adj. 1. Ofendido, lesado, física ou moralmente. 2. Bras. Idiota, amalucado - Dic. Aurélio. Ou seja, cometem um crime denominável (sugestão) como de: "pátria-lesa". A propósito, já disse o Sly Stallone que, com "jeitinho", leva-se um macaco de brinde. (30/04/2012)
 
Por ignorância ~ A realidade oculta pela dissimulação é tão extensa quanto é intensa a manipulação da informação e o controle sobre as multidões. Portanto, temos pouco - ou nada - do que vangloriar-nos diante das outras espécies, tidas e havidas como inferiores. Até porque pelo que relata a história somos ainda uma espécie em elevado grau de irracionalidade, e nos autodestruímos por ignorância. (01/04/2012) 

"Boa noite Cinderela" ~ Na Câmara Federal deste país existem atualmente mais de 100 (cem) projetos de combate à corrupção que, dormitam e não são colocados em pauta. Crime de lesa-pátria ou, de pátria-lesa? (01/04/2012) 

Simbiose institucional ~ Um Estado republicano e democrático não deve ficar 'acocorado' diante da corrupção; sob pena de ser anexado por ela e de perder a sua razão de ser. (02/04/2012) 

Pode isso? ~ O Brasil tem atualmente 40% (quarenta por cento) do seu PIB (Produto Interno Bruto) na informalidade. (03/04/2012) 

Aí como aqui ~ Por que será que o município em que vivo é incapaz de eleger para o Congresso Nacional, ao menos eventualmente, 1 (um) parlamentar. Alguém que, lá desenvolva um mandato dinâmico e participativo? (03/04/2012) 

Misto quente ~ O laço afetivo é um misto de senso de justiça e admiração; e, o amor um coerente sentimento de benefício ao próximo. (06/05/2012) 

Cebola política... ~ "Porque o mundo jaz no maligno..." Admite-se que, as nações sejam tuteladas por governos dentro do Governo; para compensar o desgoverno e/ou defender-se do próprio Governo. (08/05/2012) 

Difícil contexto ~ Longe de mim postular à posição de exemplo ou modelo. Até porque, as delimitações a mim impostas pelo contexto em que vivo, atentam contra os meus mais acalentados sonhos. (08/05/2012)

Bom-"bicudo" ~ Podem falar de mim o quanto quiserem - até me chamar de "bicudo" -, o que não podem dizer é que com seriedade não penso. Logo, existo; para brilhar e ser feliz. E, isto não é prerrogativa somente minha. (08/05/2012)
 



(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Beverly Hills ou Rocinha?

Por George W B Cavalcanti


Quando se quer mais, se deseja conquistar um nível superior, estabelecer-se em um patamar mais elevado ou mesmo atingir os ‘píncaros da glória’, a palavra de ordem não é outra senão: ‘avançar e prosseguir para frente e para o alto’. E, podemos seguramente afirmar que esta é uma assertiva comum a todos os povos, todas as culturas, em todos os tempos e em todas as regiões do planeta. Até porque ninguém em sã consciência ousaria ligar o seu bem estar a um estado, condição ou localização inferior.

Nos âmbitos conceitual, filosófico e também – por que não dizer – teológico, o melhor, o mais seguro e o mais poderoso está sempre em local mais elevado; está no alto; senão vejamos: o céu das religiões monoteístas, o Olimpo da mitologia grega – e, Jerusalém a ‘Cidade do Grande Rei’ –, situam-se no mais elevado ou sobre uma colina. E, por que? Porque da posição superior se garante, se goza e se aufere uma infindável série de vantagens e de benesses; destacando-se entre elas: o descortinar de amplos horizontes e belas vistas, a visão estratégica facilitada, o pleno arejamento sem maiores obstáculos e, até o favorecimento natural da lei da gravidade na defesa da posição contra eventuais invasores.

“Elementar meu caro Watson!” –; como diria “Sir Sherlock Holmes”: quem está por cima tem a presunção da vantagem. A presumida e preciosa oportunidade de mandar e, de 'mandar bem’... Se tiver suporte logístico, suficiente iniciativa e adequada criatividade. Atributos estes que, ao longo de toda a história da humanidade, permeiam as fortificações militares, os castelos reais, os monastérios e os retiros espirituais –; todos preferencialmente edificados, estabelecidos e mantidos nos altiplanos.

Movida por este basilar entendimento aplicado ao aproveitamento de seus aspectos topográficos e mediante gestão municipal inteligente é que, a cidade de Los Angeles do estado norte-americano da Califórnia aproveita para auferir ainda maior arrecadação de imposto territorial urbano (o famigerado IPTU na versão ‘brazuca’) e reforçar os cofres públicos. Exatamente pela devida destinação imobiliária das colinas do seu condado de Beverly Hills às mansões e outras ricas e amplas instalações de lazer e turismo. Aliás, basta dar uma ‘voltinha’ nos países mais desenvolvidos para constatar a mesma ou similares opções no aproveitamento e uso racional do espaço urbano –; todos desapropriam, loteiam e vendem seus ‘morros’ aos ricos que podem pagar mais impostos, para o benefício de toda a cidade.

Por aquelas plagas, na topografia das alturas ocorre uma especulação imobiliária danada na disputa dos terrenos elevados pelas grandes corporações do ramo da construção civil. Já por aqui – no ‘país do futebol e do carnaval’ –, as nossas áreas urbanas com topografias correspondentes são destinadas por nossos “gênios” da política, da economia e da urbanística a “colecionarmos” favelas...

Por aqui, somos atualmente uma pátria acossada e refém de uma violência fora de controle. Violência essa consubstanciada trágica e emblematicamente nas estatísticas fatais das famigeradas e ininterruptas “balas perdidas” –; que ‘chovem’ sobre os nossos mocambos e sobrados, mas não – ainda – sobre o plano piloto da capital federal.

Entendemos também que, faz-se tardia a hora – é ‘coisa prá ontem’ – de iniciarmos o anti-‘arrastão’, de irmos para as ruas e veementemente questionarmos, o mais publicamente possível, essa nossa problemática: as favelas enquanto ‘cidadelas do crime’ que nos atinge a cada minuto com uma violência absurda.

É o caso de perguntarmos: seria sensato alguém, algum povo e seu respectivo governo fugir a esta questão candente? Claro que não! E, certamente a resposta geral será uníssona e inequívoca no sentido de que, furtar-se a tamanha e axiomática equação é a mais completa e absoluta insensatez senão, insanidade ou demência.

Também sabemos que a bandidagem dá muito voto... Mas, chega! A vida dos nossos cidadãos contribuintes (aliás, contribuinte é palavra proscrita por nossos políticos, já reparou?) – e, muito especialmente a das nossas crianças e jovens, é inalienável. E, está antes e acima de quaisquer interesses políticos inconfessáveis porque cretinos e genocidas.

Que neste ano novo da era comum vivamos mais verdadeiramente o estado democrático e os nossos respectivos direitos republicanos.

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