Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Coroa de espumas



Por George W de B Cavalcanti
(texto atualizado em 10.10.2013)

Sucessão nessa úmida cena,
Produz um tempo aspergido,
Na alternância de ida e vinda;
O reluzir da porção pequena.
À plena noite ou início do dia,
Como se fora o mar em cristas,
A deixar o seu rastro e melodia;
Fugaz, a desafiar tantos artistas,
Com bramir ou carícia que alivia.

Esse corolário, não é nada à toa.
Leva-o, pois, do coração à fronte,
Resíduo airado e além de rumos.
A iluminar longe o seu horizonte,
Refaz, e torna a cada manhã boa.

Faz como eu que, colho espumas.
Levo-as à cabeça, próximo ao céu,
Assim, afasto denso véu e brumas.



(Ilustrações, fonte: Google Imagens)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Marca d'água




Por George W de B Cavalcanti*


A poesia surpreende sempre,
faz do poeta um missionário
em tempo integral, perpétuo,
sem aviso prévio ou horário.

De janeiro a janeiro, lembro,
ser voluntariamente intimado
a dizer que há poesia, mesmo
no simples banho de chuveiro.

Ao entardecer, à hora mágica
e na casa da nossa intimidade;
rir das roupas deixadas de lado.

E, enfim, sob a ducha perceber
na tepidez líquida natural a fluir;
a sensual carícia no todo escorrer.



(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

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