Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Quantas Histórias Pessoais São Assim?


Por George W. de B. Cavalcanti

A hipocrisia, o abandono e o isolamento, até a inanição e morte, em muitos e continuados casos; eis a infame, sinistra e perversa trilogia social dita "civilizada". Essa é a regra (e politica oficialmente desmentida) de conduta do 'tosco humano' de todos os quadrantes e em toda a história, também nos 'novos tempos'; e, esse testemunho tira a máscara da mesma.
 
A hipocrisia contumaz e inveterada parece ser o suposto e supremo "dom e talento" [e, inexorável ruína moral] dos humanos que, não montam guarda vinte e quatro horas seguidas contra tal 'pandemia sociopata'. A começar pelos ditos 'religiosos senhores da condenação alheia'; que triste vê-los a jogar pedras nos outros e sem tirar a 'trave do próprio olho'.
 
Assim, aqui proponho a criação da definitivamente esplendida, com toda 'pompa e circunstãncia' de praxe, da: Ordem hermética, exotérica, 'iniciática', 'iluminática', salvífica e não-lunática (e, com toda uma codificação e simbologia pertinente). Qual seja, a: 'VIAVER - Vigilante Amigo da Verdade'. Cuja Proposta é: Atuar como agente 'desipocritante' de modo democrático e universal em todos os âmbitos e organizações sociais e militares, laicos, filosófico, ideológicos e/ou religiosos.
 
E, com o pertinente Objetivo de: presencialmente ou à distância vigiar (a partir de auto-vigilância), abordar, doutrinar, estimular, instruir, 'dedurar' e promover a internação compulsória para reprogramação intelectual de, todos os recalcitrantes, contumazes, inveterados e irrecuperáveis hipócritas assumidos ou 'inrustidos', indiscriminadamente.
 
Então, quem se habilita a esta importante e inovadora empreitada aqui sugerida? [Silêncio?] 'Aqui pra nós': já pressinto que, vou 'esperar sentado' e, ficar 'a ver navios'; até porque Recife é uma cidade portuária. E, você, seria, também, um 'ViaVer' ou 'VAV<^>'?
 
Conte-me a sua história e, abrirei o livro: 'Rol de Membros Honoráveis'.
 
- Foto, do Danilo Gentili. Leia, na foto acima, o texto a ele atribuído, publicado em rede social e que, inspirou esta minha crônica.
 


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Colchões, 'quentinhas' e, "verdinhas"

Por George W B Cavalcanti


Acredito que avançaremos pouco na solução dos grandes males que afligem a sociedade brasileira enquanto não considerarmos essas questões em suas raizes antropológicas.

Abordagem esta que, a meu ver, logo de início suscita o seguinte fato: que somos basicamente síntese e resultado de três (3) povos extremamente díspares - em espaço e tempo - cultural e tecnologicamente: o branco europeu corrido, o amerindio invadido e o africano escravizado. Os quais, por uma imposição histórica, viram-se na contingência de amalgamar-se em uma nova nacionalidade; ou seja, em nós, brasileiros.

Para que essa extraordinária empreitada desse certo, em nossos primórdios usou-se e abusou-se de três (3) mazelas, a saber: excessiva tolerância, excessiva permissividade - e promiscuidade - e frouxidão com as leis; aspectos estes necessários e até imprescindíveis àquela situação.

No entanto, com o passar do tempo tornaram-se mazelas e que continuamos a cultivar; embora de há muito não nos sirvam senão para nossa vergonha e prejuízos nos mais variados aspectos da nossa conduta e da imagem nacional, aqui e alhures.
Estes são alguns dos nossos cacoetes comportamentais herdados e que estão na raiz do nosso famigerado 'jeitinho brasileiro'; gênese das distorções de conduta e descaminhos que infelicitam nossa gente e retardam o nosso desenvolvimento.

Temos agido até agora como eternos bombeiros da ética e da moral, correndo daqui para lá para apagar a uma interminável sucessão de incêndios em forma de escândalos. Mas quase nada fazemos ou consigamos fazer para evitarmos que aconteçam de maneira tão acintosa e alarmante. E, o que é pior; se avolumam em gênero, número e intensidade e, com (in) conseqüentes estragos cada vez maiores.
Entendo seja o caso de se perguntar – mas tenho a impressão que neste solo pátrio, ainda, não muitos se dão ao trabalho de se fazer - : por que sob avalanchas de más notícias não se consegue soluções verdadeiramente eficientes e eficazes e, portanto, efetivas - como alcançado em outros países?

Como sugestão para a resposta, coloco, à reflexão, a seguinte questão: no Brasil quem ganha mais dinheiro com o ilícito, com a contravenção e o crime, os bandidos ou os 'mocinhos '?

Caso, ainda, você não esteja seguro da resposta, te dou uma 'deixa': analise isto no âmbito macro-econômico e perceba quanta gente nesse ‘rolo’ todo está ganhando muita ‘grana’.

Sim, é isso mesmo; com cargos, funções e atividades afins como: noticiar, investigar, prender, acusar, defender, julgar, apenar, construir presídios, fornecer suporte prisional-carcerário - ‘quentinhas’ e colchões inclusos -, serviços funerários e, de soltar bandidos neste país; é muito dinheiro envolvido nesse estranho viés de 'geração de emprego e renda', não é mesmo?

Agora se pergunte: em que medida estamos interessados em soluções eficientes e eficazes e, portanto, efetivas a este respeito, por exemplo?

Pensou melhor? 'Caiu a ficha?'

Pois bem!... E então?...

É... Parece-me que consciêntização e tomada de atitude já são um bom começo.


União dos Palmares - AL, 15 de julho de 2008.

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