Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Lágrimas Por Mandela (Mandiba)

 
Por George W. de B. Cavalcanti    
 
 
Nesses dois mais recentes séculos existiu alguém que, realmente deu uma grande lição ao mundo: Nelson Mandela.
 
Mandiba (apelido de Mandela) poderia ter declarado uma caça às bruxas, expropriado tudo dos brancos e os colocado para fora do país. Ao invés disto, ele conclamou a nação a uma grande reconciliação. É daí que renasceu a África do Sul, tendo Mandela como primeiro presidente.
Embasado no privilégio da contemporaneidade humildemente peço desculpas se cometo equivoco ao dizer que, desde que o grande homem hora focalizado retornou à liberdade e a governar a África do Sul, não tive conhecimento de que ele tenha instituído quotas ou cotas, 'para isso ou para aquilo', à qualquer segmento populacional de seu país.
A pacificação, a identidade nacional e a integração socioeconômica foi por ele buscada e alcançada pela via sua via típica e equivalentemente sábia. O diálogo, o despertar de consciência e o firme comprometimento com a paz.
A visão amadurecida e clara do essencial, trabalhada com o respaldo do seu nome, do seu exemplo pessoal, um patrimônio ético e moral extraordinário e à serviço do esclarecimento das lideranças quanto ao supremo trunfo da soberania pela superação das diferenças.
Sem luta de classe, sem jogo demagógico, sem radicalismos delirantes e sem corrupção de valores e sem patifarias mas, com elevada consciência de defesa e aperfeiçoamento dos direitos do cidadão em um estado republicano.
E, estes, só são alavancados e alcançados com universalização de fatores tais como: saúde, a educação, a moradia, segurança, emprego e renda. Dinâmica típica democrática que uma nação que tem como característica e lastro a livre iniciativa.
No bojo desse momento, nem todos os mais eruditos discursos dos notáveis ou poderosos descreveriam a dimensão pessoal e histórica desse líder, mas, certamente o alcançarão, cada lágrima sincera anônima e ao redor do planeta.
É uma especial e rara corrente amorosa de gratidão e saudade, a que ora vivenciamos nós brasileiros, pela inerente consciência do caldeamento genético e cultural forte e brilhantemente africanos.
Saudades eternas Mandela, que descanse em paz, grande homem.
 
 
 
 


(Fonte das ilustrações: Google Imagens) 

domingo, 6 de outubro de 2013

Os dois lados do tempo*


Por George W de B Cavalcanti
 
 
a) O lado bom, tantas graças e vitórias alcançadas;
b) O lado mau, as perdas e a fadiga da caminhada.

Hoje a minha mãe, viúva, avó e bisavó Gerusa completa os seus 94 anos de vida. Somos todos imensamente gratos ao Eterno nosso Deus por sua vida e saúde. Por a ter junto à nós em nosso singelo, mas, tranquilo e acolhedor lar.

Visível é que, nesta ocasião, o seu semblante é um misto de satisfação e abatimento; devido à defecção, involuntária ou voluntária de alguns que ela não vê ao seu lado. Pessoas significativas cuja vida foi ceifada precoce e/ou barbaramente. E outras tantas há que, são convívios perdidos e afetos malversados; porque incoerentes e decepcionantes quanto ao respeito e à retribuição à ela devidos.

Também e especialmente nesta data, consoante ao coração e mente da minha mãe está a minha alma e o meu ânimo. Diante das perdas e decepções nos âmbitos da família e entornos: religioso, acadêmico, político e social; ao longo desses anos.

Assim, reiteramos, a nossa gratidão a Deus, e à todos/as quantos/as, em tempos de agruras e de esperança, tem-nos dedicado suas atenção e bons augúrios. E, ainda que ao longe, estão em oração e de coração ao nosso lado.

Entendamos, pois, o bem que fazemos e que, certamente estamos ainda melhor recompensados. Ao sermos partícipes no amor enquanto guardiões do reconhecimento; à vida e obra de uma mulher idônea e cidadã respeitável.
 
 
 
 
 
 
[*Texto originalmente postado neste endereço: https://www.facebook.com/george.wdebarros.cavalcanti Em 05.10.2013]
 
 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O Náufrago

Por George W B Cavalcanti


A aeronave dos meus sonhos cai sob a ação de uma inclemente tempestade,
Num encapelado ambiente preservo a encomenda e busco a minha salvação,
Determino-me a cumprir a missão, mesmo que uma feroz procela me retarde;
Sou agente postal e levo ao destinatário a remessa preciosa que tenho na mão.

Açoita-me a chuva, cobrem-me as ondas e, pareço nadar e lutar em vão,
Mas, determinado eu sou e, sempre, com fé enfrento toda a adversidade,
No ar, no fogo, na água e na terra, pulsa em mim um responsável coração;
Sucumbo, volto à tona e recobro a consciência, o dever, o amor e a saudade.

Percebo-me vivo em praia deserta e, enfim a sós, eu e a minha própria verdade,
Caminhamos, contornamos e constatamos; somos ilha em outra ilha na imensidão;
SOS na areia, mensagem em garrafa e sinais de fumaça; sobrevivência em prioridade.

Lanço-me ao largo numa virtual flutuação e, aguardo socorro numa eventualidade,
Navego um oceano, fico à deriva e, alguém nos resgata; a mim, ao presente e à gratidão;
Para ensejar-nos então o final feliz, no precioso encontro da esperança com a solidariedade.


União dos Palmares - AL, 19 de julho de 2008.

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