Saudação

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domingo, 6 de outubro de 2013

Os dois lados do tempo*


Por George W de B Cavalcanti
 
 
a) O lado bom, tantas graças e vitórias alcançadas;
b) O lado mau, as perdas e a fadiga da caminhada.

Hoje a minha mãe, viúva, avó e bisavó Gerusa completa os seus 94 anos de vida. Somos todos imensamente gratos ao Eterno nosso Deus por sua vida e saúde. Por a ter junto à nós em nosso singelo, mas, tranquilo e acolhedor lar.

Visível é que, nesta ocasião, o seu semblante é um misto de satisfação e abatimento; devido à defecção, involuntária ou voluntária de alguns que ela não vê ao seu lado. Pessoas significativas cuja vida foi ceifada precoce e/ou barbaramente. E outras tantas há que, são convívios perdidos e afetos malversados; porque incoerentes e decepcionantes quanto ao respeito e à retribuição à ela devidos.

Também e especialmente nesta data, consoante ao coração e mente da minha mãe está a minha alma e o meu ânimo. Diante das perdas e decepções nos âmbitos da família e entornos: religioso, acadêmico, político e social; ao longo desses anos.

Assim, reiteramos, a nossa gratidão a Deus, e à todos/as quantos/as, em tempos de agruras e de esperança, tem-nos dedicado suas atenção e bons augúrios. E, ainda que ao longe, estão em oração e de coração ao nosso lado.

Entendamos, pois, o bem que fazemos e que, certamente estamos ainda melhor recompensados. Ao sermos partícipes no amor enquanto guardiões do reconhecimento; à vida e obra de uma mulher idônea e cidadã respeitável.
 
 
 
 
 
 
[*Texto originalmente postado neste endereço: https://www.facebook.com/george.wdebarros.cavalcanti Em 05.10.2013]
 
 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Janelas da Alma

Por George W B Cavalcanti


Existem pessoas em cujo olhar há luminescência,
Mesmo não provindo de erudição, necessariamente;
Trazem na face duas gemas de rutilante persistência,
A antecipar-lhes o discurso de conteúdo transcendente.

Outras há com o tênue semblante sem consistência,
Com uma fugaz expressão que se esvai em segundos;
Por não conterem em si os rastros das suas existências,
Não preservam resíduos nem de vidas e nem de mundos.

Decerto existe um insondável mistério nessa alternância,
Uma vez que, em umas faz-se precoce a luz da maturidade,
Noutras a penumbra perene de quem estacionou na infância.

Nestas inoperantes lumes e naquelas, faróis que nos comprazem,
Umas nos fitam e até esboçam intentos, mas nada nos transmitem,
Outras emanam claridade e o com o olhar, num lampejo, tudo dizem.


União dos Palmares - AL, 17 de setembro de 2008.

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