Saudação

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sábado, 29 de junho de 2013

O Conto do Frango Oleoso


Por George W de B Cavalcanti


Era uma vez um ‘galinheiro’ um tanto precário (o nosso país) onde um ‘capão’ (político mutilado, educacionalmente) cantava de ‘galo’ (açodado fazia ‘demagogia’) quando, diante de um ‘ovo’ (o petróleo do ‘pressal’), prometeu um ‘frango gordo’ (royalties’ de petróleo) a ser consumido em um ‘banquete’ (destinação para a Educação).

 Acontece que, não percebiam os ‘comensais’ (a população de eleitores) que, o tal ‘ovo’ (o ‘pressal’) ainda precisava ser ‘chocado’ (retirado das profundezas ‘abissais’). Para ter-se naturalmente a certeza de que, estaria ‘galado’ (valorizado no ‘mercado-futuro’) e lhe nasceria o ‘pinto’ (75% dos tais ‘royalties’).

E, caso nascesse, se cresceria e engordaria o suficiente (alcançaria preço rentável) para valer a pena ser ‘consumido’ (destinado) no tal ‘faminto banquete’ (‘déficit’ educacional básico histórico). Evidentemente, se não uma ilusão; é, uma oleosa incerteza.

A propósito: “É uma tragédia, esperar [2022] pelo pressal e não se investir na educação básica agora. É [se tudo der certo com o pressal] sacrificar uma geração e meia. Senão, esperar demais por uma ilusão”. (Senador Cristovam Buarque – PDT/DF, em sessão plenária do Senado na sexta-feira 28.06.2013).




 (Ilustrações, fonte: Google Imagens)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ode a Dois Sábios

Por George W B Cavalcanti


Quantas vezes buscaram as respostas mais além,
Para que é o mal e por que é mais e sempre assim;
Razão insensível, apreços solúveis e afetos voláteis,
Ou, a justificação do cínico em displicências sem fim.

Viram o genocídio que há no desprezo aos bons valores,
O ser existencial, mutante troféu e coleção de desamores;
O nada ser compromisso e a regra tácita do puro egoísmo,
Ou, o pragmatismo ácido e seus desumanizados dissabores.

O outro não mais percebido e apenas tido como objeto a mais,
Na ilusão de um falso poder e nos apodrecimentos relacionais;
Afetos mortos e os sonhos abortados nos vazios institucionais,
E, o medo coletivizado que há na máscara dos sorrisos amorais.

Falaram também da gentil beleza que de outro modo é possível,
Na busca da verdade a revelar a integridade da humana natureza;
Usufruir a essência e a grandeza das possibilidades além do visível,
E, a vitória da ação pela inação que faz escutar a canção da inteireza.

Não aceitaram o chulo senso comum que torna os tempos perigosos,
Mas, desmontaram o pensar na tradução da lógica inerente ao modo;
Pela via dialética favorecer a coisa pública que relativiza a poderosos,
Face ao axioma do numeral ao genoma, de que a fração contém o todo.

Assim, quão atual continua Platão e seu metafórico mito,
Porque hoje, como então, a maioria não deixou a caverna;
Para sair á rua e chamar a Demóstenes, na plena luz do dia,
E, perenemente repor o azeite para a chama da sua lanterna.


União dos Palmares - AL, 24 de novembro de 2008.

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