Saudação

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sábado, 29 de junho de 2013

O Conto do Frango Oleoso


Por George W de B Cavalcanti


Era uma vez um ‘galinheiro’ um tanto precário (o nosso país) onde um ‘capão’ (político mutilado, educacionalmente) cantava de ‘galo’ (açodado fazia ‘demagogia’) quando, diante de um ‘ovo’ (o petróleo do ‘pressal’), prometeu um ‘frango gordo’ (royalties’ de petróleo) a ser consumido em um ‘banquete’ (destinação para a Educação).

 Acontece que, não percebiam os ‘comensais’ (a população de eleitores) que, o tal ‘ovo’ (o ‘pressal’) ainda precisava ser ‘chocado’ (retirado das profundezas ‘abissais’). Para ter-se naturalmente a certeza de que, estaria ‘galado’ (valorizado no ‘mercado-futuro’) e lhe nasceria o ‘pinto’ (75% dos tais ‘royalties’).

E, caso nascesse, se cresceria e engordaria o suficiente (alcançaria preço rentável) para valer a pena ser ‘consumido’ (destinado) no tal ‘faminto banquete’ (‘déficit’ educacional básico histórico). Evidentemente, se não uma ilusão; é, uma oleosa incerteza.

A propósito: “É uma tragédia, esperar [2022] pelo pressal e não se investir na educação básica agora. É [se tudo der certo com o pressal] sacrificar uma geração e meia. Senão, esperar demais por uma ilusão”. (Senador Cristovam Buarque – PDT/DF, em sessão plenária do Senado na sexta-feira 28.06.2013).




 (Ilustrações, fonte: Google Imagens)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Raposa e Dragão na Serra do Sol

Por George W B Cavalcanti


O notável Mário de Andrade conseguiu, como poucos intelectuais e escritores desse país, sintetizar em sua obra a cultura nacional –; costumes e tradições. E, o fez emblematicamente no início do século passado com o seu personagem Macunaíma – “um herói sem nenhum caráter” na definição dada pelo autor -, do seu romance Modernista homônimo.

Acontece que, se lançarmos, sem paixões, o nosso olhar sobre a cena nacional, reconheceremos que, nesse “berço da liberdade e pátria da esperança” existe – programa 'Minha Casa, Minha Vida', incluso – uma intrigante continuidade. A saga de sobrevivência do meio social truculento e antropofágico exibe, como o fez com o emblemático personagem, um pragmatismo cínico e contraditório.

Embora sejamos desde sempre colonizados cultural e economicamente, as nossas autoridades e os nossos políticos em busca de visibilidade e votos, almoçam arroz com ovo e arrotam feijoada. E, exemplos disto não nos faltam, basta se falar em internacionalização da Amazônia. Ora, a semente dela foi oficialmente lançada com a criação de um país novo – demarcação contínua de terras, inclusa – com o nome provisório de Reserva Raposa Serra do Sol. Mas, reserva para quem? Sem plebiscito nacional é, no mínimo, uma piada de mau gosto.

É de praxe por aqui haver sentido de unidade durante um jogo de futebol da nossa “seleção canarinho” e depois das celebrações – ou ressacas – “não se estar nem aí... É cada um por si e o deus de cada um por todos. Mas, em termos de desamor a solo pátrio outros diferem de nós em muito. E, querem, por conveniência própria, negociar território de Eretz Israel e doar a uma gente que nunca foi reino e cujos ancestrais, há séculos, encontraram guarida no grande Reino de Judá.

Entendo que, nesse mundo em crise e contexto de final de tempos, nós israelitas da nova aliança não podemos nos deixar contaminar pelo pecado da indiferença que permeia a gentios e pagãos. E, que, em cada uma das nossas celebrações – até porque ressaca não faz parte dos nossos costumes- devamos estar atentos ao nosso entorno. No sentido de sermos sempre unidos e solícitos uns para com todos e cada um dos irmãos – chaverim e chaverot.

Concluindo, penso que nós membros da CINA, mesmo quando distantes geograficamente uns dos outros, nunca devem vir a nos sentir “um membro isolado”, e sim alvos de acolhida e do calor do santo afeto que há no amor do D-us ao qual servimos.

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