Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Caminho, ciência e fé

"Se somos só nós, então é um grande desperdício de espaço"

 "A única coisa que devemos temer é o próprio medo".


Por George W de B Cavalcanti

 
Quantas vezes entrei em livrarias ou lojas em busca de uma fonte de informação sobre o que exatamente não sabia mas, a minha intuição apontava. E, encontrei exatamente o que buscava para o meu respectivo momento de vida...

Sobre um momento assim, tenho que dizer o seguinte:

Avanço histórico, evento, experiência pessoal, descoberta e nova compreensão da realidade, podem tornar-se um 'ponto de mutação' individual ou coletivo; a história é plena disso. Embora muitos ainda não o percebam, outros apenas pressintam, alguns intuam à busca, e, raros trilham tal nível de consciência planetária: a essencial e sutil identificação entre ciência e religião.

É na minoria que começa a plenitude, por e para além de si mesma, com revelações importantes na construção de uma nova e mais capaz pessoa e ser social. E, enfim a consolidação de chance para a humanidade. Ainda que, nos seja ínfima a compreensão da inteireza, tudo bem; isso é inerente à construção. O caminho se faz caminhando.
...Com este filme, para comigo, aconteceu também assim.
  
 
 

 
 

(Ilustração, fonte: Google Imagens)

sábado, 1 de maio de 2010

Pandora é aqui: amazônia



Por George W B Cavalcanti


Seria mesmo a melhor opção voltar à Terra, para o meio de humanos que, provavelmente, seria a espécie mais belicosa do Universo? Ou seria melhor conter o seu sistema, lutar para expugná-los do remanescente do nosso mundo de harmonia? E, assim, preservar o ecossistema que faz a conexão com o bem e seu imensurável poder. Sim, fazer consciente parceria com as diversas criaturas, as quais mesmo que ainda não o saibamos, interagem e compactuam naturalmente para um planeta ainda sustentável e em misteriosa harmonia.

Nós todos somos o nosso planeta em sua extraordinária biodiversidade. Basta transpor o perímetro aparentemente limitado ao nosso próprio corpo e superar o comodismo inconsequente do nosso egoísmo e das idéias mesquinhas. Pois, há mais uma chance para essa catarse após assistir o filme Avatar. O qual, mais que uma simple ficção é uma consistente premonição; tecnicamente consubstanciada pelo notável James Cameron. Um diretor cinematográfico cujo talento atende à grandeza da denominada sétima arte.

Pandora, no que nos diz respeito, fica bem ao norte em nosso país; onde – ainda – é produzido vinte por cento de todo oxigênio necessário a continuidade da vida neste planeta. Aqui no território brasileiro há uma vastidão de biomas portentosos, mas, frágeis diante da truculência do interesse econômico; da ganância e da inépcia de gestores e governantes. Mentes não iniciadas em cosmologia, geo-história e filosofia; e, assim, danosas porque não permeadas pela consciência planetária.

Muito provavelmente o nosso nativo indígena amazônico tenha servido como inspirador e modelo para o Na'vi da cinematográfica Pandora. Guardião, supostamente indefeso, de ancestral consciência avançada, sob o verde manto amazônico - realidade sistêmica e fractual superlativa. E, o seu húmus é sustentabilidade a todo o planeta com o seu sutil e fascinante equilíbrio; apoiado que é na parceria entre as leis físicas e os seus elementos químicos característicos.

A cena real amazônica já estaria exaurida não fora os alertas e gritos de todos os "avatares": naturalistas, ecologistas e preservacionistas - esta hora chegou. E, a extremosa metáfora é azul, como o planeta ao qual estamos, todos - hoje e, esperamos, ainda, por tempo suficiente -, vitalmente ligados. Sustentados e em desenvolvimento, nessa generosa gravidez múltipla terreal. Na milenar gestação maior de ciência e consciência.

Assim, é tempo urgente – que se precipita – para conhecer, para conhecer-nos e reconhecer. Para usufruir a dádiva da identificação com a nossa Amazônia-Pandora; vital na composição planetária da qual somos apenas uma pequena porção. Porção esta que consciente da verdade mas com renovada insensatez, teima em ser o organismo vivo mais ameaçador ao grande corpo planetário que o acolhe e sustém.

Imaginamos ocorra uma revisão de paradigmas educacionais ecológicos em todo o planeta. Mas, aqui, urgente é que todos nós brasileiros os entendamos plenamente. Que internalizem a essencial mensagem desse impactante filme, com suas sublimes e proféticas criaturas azuis. Até porque já não basta que sejamos verdes, temos que nos tornar, também "azuis"; também sábios, em nossa árvore amazônica.

Aproveitemos o artístico evento para refletir e para compreender que, cada um de nós tem dentro de si o seu próprio avatar ecológico, ainda que temporariamente adormecido. E, sinceramente, torcermos para que – se não as religiões, as filosofias e as ideologias –, ao menos os “Na'vi”, consigam, enfim, nos acordar para esta premente realidade.

(continua)

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