Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sopa de alertas - compartilhe com os amigos

Como fazer


Com ingredientes tipicamente brasileiros, essa receita traz o sabor do nordeste para o cardápio diário. Também conhecido como caldo cultural, esse prato é ótimo para ser preparado no inverno, pois esquenta e restaura! Embora não seja dos pratos mais consumidos no Brasil, é deliciosamente temperado e bem recomendado para servir antes do almoço de domingo ou no final de uma festa.

Ingredientes
- 1 colher de sopa de margarina a 0% de lipídios
- 1 litro de água de lagoa despoluida
- 2 dentes de alho batidos na madeira
- 1 litro de sururú descontaminado
- 3 colheres de sopa de cheiro verde e amarelo picado
- Sal a gosto
- 2 xícaras de chá de filosofia ralada (veja ilustração)

Alagoas, se observado de perto, revela-se um estado ‘da elite para a elite’ imutavelmente, por incrível que isto possa parecer. E, os versos abaixo - transcrição de uma das minhas postagens neste blog -, se referem às minhas atividades aqui desenvolvidas no período de 1991 a 2006. Anos de atuação principalmente em prol dos mais elevados interesses, mas, relegados ao descaso e desdém pelo referido contexto.

Portanto, nos mobilizemos, para que a classe política e a administração da coisa pública por aqui passe do varejo ao atacado. Que deixemos de ser essa ilha de atraso, na qual as parcas gordas benesses vão de privilegiados para privilegiados. E, que nos equalizemos ao ritmo de desenvolvimento e progresso havido e vivido no país, inclusive nos visinhos estados nordestinos.
(2 colheres de sopa)

- Recadinho interessante:
Somos um país de um povo interessante. Mas, interessante é como demora a perceber o que realmente é interessante. Como, por exemplo, uma escala interessante de valores morais e éticos. Porque esta é a coisa mais interessante que poderia acontecer a esse povo. O qual, para obter benefícios mais interessantes, deveria se interessar mais pelo que mais interessa ao seu melhor interesse: reformas de base e valorizar as pessoas interessantes pelo seu conteúdo. E, por aquí vamos fazendo a nossa parte, na esperança de nos tornarmos mais interessantes a quem interessar possa. (3 colheres de sopa)

Modo de preparo
  • 01 Numa panela grande, aqueça a margarina e frite o bacon até dourar. Em seguida, acrescente as tiras de frango e doure também.
  • 02 Junte a cebola, o alho e refogue por 1 minuto. Coloque o tomate batido, o caldo de galinha e cozinhe por 2 minutos.
  • 03 Adicione aos poucos o fubá dissolvido e misture bem até obter uma mistura homogênea. Cozinhe por cerca de 10 minutos e por último acrescente a couve.
  • 04 Prove e se necessário tempere com sal. Distribua a sopa em pratos fundos, salpique o cheiro verde e sirva em seguida.

Informações nutricionais por porção
Valor Calórico 185kcal = 774,56kJ
Carboidratos 14g
Proteínas 12g
Gorduras Totais 9,1g
Gorduras Saturadas 3g
Gordura Trans 0g
Colesterol 25mg
Fibra Alimentar 2,3g
Sódio 226mg


domingo, 20 de setembro de 2009

O funk como o degustam



Por George W B Cavalcanti


M
uitas verdades deixam de ser ditas e ensinadas nas escolas pelo condicionamento sócio-educativo dos sistemas político-econômicos nos quais estão inseridas. Uma vez que tais verdades adequadamente assimiladas na formação da personalidade, do caráter do cidadão em formação – e, conseqüentemente, de toda uma escala de valores sociais -, iriam afastar ou reduzir em muito a modismos e consumismos –; contrariando, então, a muitos interesses econômicos confessáveis e, ourtos, inconfessáveis.

Para começar é imprescindível para que uma criatura se compreenda enquanto racional e humano que lhe seja explicado – “tintim por tintim” – que cada um de nós é organicamente um saco de hormônios – e de outras coisas, obviamente – ambulante. E, que principalmente eles, os hormônios, tem um importante papel – senão proporcionalmente predominante – na cronologia do organismo no ciclo reprodutivo da espécie e, portanto, como condicionadores comportamentais.

Estão na raiz das necessidades pessoais e suas buscas. Dos erros e acertos no comum afã por aceitação em grupos e inserção em contextos. Ou, pelo menos como forte indutor de uma série extensa de atitudes individuais e coletivas involuntárias e voluntárias. De "caras e bocas" e de expressões corporais afins. Correlação orgânica e emocional que abre portas para oportunistas, ávidos por fortuna com a manupulação do inconsciente coletivo, expresso nos sucessivos modismos.

Hipocrisias à parte, todos reconhecemos que - em maior ou menor grau – cumprimos natural e sadio papel exibicionista e/ou voyeur, ao menos enquanto fator inerente a garantia de nossa descendência. Conceituações artísticas e reflexões filosóficas e religiosas podem (e devem) ser feitas à vontade. Mas, que o movimento cultural do ‘funk brasileiro’ está inserido nesta dinâmica; ah! Isso tá! E, na minha modesta opinião, como seria inteligente e salutar que este enfoque fosse abordado pedagogicamente.

Inegável é – especialmente em decorrência do caldeamento genético – a abundante beleza física da nossa gente. Notadamente no típico dote corporal herdado das nossas ancestrais africanas e do oriente médio e, expressivamente presente na média da estética que caracteriza biotipo da mulher brasileira. Assim como, as fusões e confusões das nossas matrizes culturais fazem de nós um povo que valoriza, em boa parte, certas evidências estéticas e apelos sensuais por aquí abundantes.

Tanto que, a música funk adquiriu – melhor dizer, ganhou – em nosso país características de movimento cultural com dinâmicas próprias. Entre elas a de aposentar de vez os ‘cofrinhos’ – que nos desculpem as "gringas" – como opção de ‘poupança’ e instituir as nossas "casas da moeda" como o amplo e melhor investimento... E, já tem até seu lema: “Um bumbum não se perde, um bumbum se cultiva” (ou seria: se conquista?). Sei lá... Enfim, onde atualmente abunda a cultura popular superabunda o funk. "Rare baba", funk!



quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Do pântano ao Planalto

Por George W B Cavalcanti


À luz da verdade e do bom senso quando o assunto é o ‘óbvio- ululante’ nesse país, erudição e senso comum parecem convergir naturalmente e o consenso torna-se ponto pacífico. E, daí por diante conclui-se que, o caráter endêmico nacional consubstancia-se na figura do eterno profissional e militante da “reinvenção da roda”. O qual, por essas plagas parece ter adquirido o status de patrimônio nacional e único “moto-perpétuo” de que se tem notícia.

Ele raciocina e age como se fora um compulsivo do questionamento renitente e improdutivo; não importando se é iletrado ou letrado. Em geral tem uma personalidade curiosa, folclórica e faz uma "zoada" danada, tanto em rodas populares quanto em centros de pesquisas ou avançados colóquios. Porque simplesmente busca roubar a cena para si a qualquer custo – custo para os outros, óbvio! - Esse ‘tipo’, digamos, microcéfalo e ruminante de pensamentos é, em termos de prática, um ser inepto e sócio-patológico.

Porque portador de uma espécie de alergia congênita à lógica objetiva que – em linguagem popular - preconiza: “o negócio não é a problemática e sim a solucionática”. A deles é outra, é o tal do: “não vim aqui para resolver e sim prá confundir” – e invariavelmente para faturar, também!... Até porque esse tipo tão comum entre nós, só vê um futuro: o do chão em que pisa. Resulta do “tônus” desta mentalidade em nosso meio o que aí está; para o espanto, insegurança, medo, pavor, banalização e infelicidade geral da nação - aqui e alhures. Esse é um nosso pior vício cultural, o de criar dificuldades para vender facilidades; e que, a despeito de códigos, instituições, sistema econômico e dos ganhos científicos que auferimos, é o nosso “calcanhar de Aquiles” - um ‘impávido colosso’ lastimavelmente incorrigível.

Essa “práxis” é conduzida e disseminada com estranha competência e liberdade pela nossa vasta casta de bípedes portadores de virtuais viseiras; autênticos metafóricos burros de carroça - cientes ou não - a serviço de interesses alienígenas esdrúxulos. Até porque no âmbito das relações internacionais não se tem amigos e sim parceiros. Na arena econômica ‘tupiniquim’, tanto quanto na global, o mais “amigo” está sempre puxando brasas para o seu próprio grande braseiro com suas gordas sardinhas e muitos buchos e bolsos para nutrir. E, com toda certeza não será um ‘tal’ poço Tupi, Tapuia ou coisa que o valha que irá livra-nos do desgaste de debater-nos até a exaustão nesse nosso pântano – de ausência ética e moral – que parece espraia-se a alcançar o horizonte.

Esse pânico massivo em tempo real aí está e, já não o suportamos mais. Vemo-nos afundar sob o peso da responsabilidade para com as novas tecnologias e suas aplicabilidades globalizadas. Parece-me que estamos envolvidos por um discurso caduco, roto, cínico e repetitivo – do ‘piqueteiro’ ao togado –; e, ao qual a mídia ‘safa’ prece aderir e não critica, apenas repete: “isso é assim mesmo, é a nossa ‘cultura’ e não tem jeito; é uma guerra sem fim!...“ Ao que ouso replicar: se é guerra... Então – metaforicamente, que fique bem claro -, em cada cidadão um soldado! Na verdade, isso aí assim está porque não sabemos o que é guerra de verdade. E, pobres dos que na realidade já o aprenderam...



União dos Palmares AL, 08 de julho de 2008.

Rádios de Israel - escolha a estação

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