Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Gestões patrimonialistas


Org. George W de B Cavalcanti*


GESTÕES 'De Norte a Sul do País, prefeitos empregam parentes. BELO HORIZONTE, RIO E MACEIÓ - Nem bem assumiram o comando de suas cidades, na última terça, vários prefeitos já tomaram como uma de suas primeiras decisões nomear parentes para cargos de 1º e 2º escalões. 

Em prefeituras de Norte a Sul do País, mulheres, mães, pais e irmãos foram alojados na máquina municipal. [...] Em Alagoas, nem uma lei de 2008, que proíbe o nepotismo impede que os prefeitos empreguem parentes. 

[...] "É um velho costume de usar a máquina pública para fins particulares. Um atentado contra qualquer vida pública decente sem nenhuma justificativa", afirmou o professor de Ética da Unicamp, Roberto Romano. 

[Fonte: Jornal do Commercio (de Recife - PE.); hoje, segunda-feira, 07.01.2013] 

Meu comentário:

Será que essas 'antas' guindadas ao comando do Executivo Municipal não sabem o que é PATRIMONIALISMO? 

Que é a mais presunçosa forma de corrupção; e que, resulta na distorção, deformação e deterioração das relações entre os Poderes, e do povo com o Poder.

Uma coisa é você lidar com um Secretário Municipal e outra e lidar, alem disso, com o fato do/a mesmo/a de ser ao mesmo tempo o marido ou a mulher, o filho ou o irmão do Prefeito. Descaracterizam a República e anulam a Democracia. 

É a 'clutura' nacional da covardia cívica e da insensatez política; uma teimosa ignorante, renitente e atrevida. Coisa de "República de Bananas" mesmo; ainda e sempre. Uma ofensa à razão e à inteligência em nosso país.





(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sopa de alertas - compartilhe com os amigos

Como fazer


Com ingredientes tipicamente brasileiros, essa receita traz o sabor do nordeste para o cardápio diário. Também conhecido como caldo cultural, esse prato é ótimo para ser preparado no inverno, pois esquenta e restaura! Embora não seja dos pratos mais consumidos no Brasil, é deliciosamente temperado e bem recomendado para servir antes do almoço de domingo ou no final de uma festa.

Ingredientes
- 1 colher de sopa de margarina a 0% de lipídios
- 1 litro de água de lagoa despoluida
- 2 dentes de alho batidos na madeira
- 1 litro de sururú descontaminado
- 3 colheres de sopa de cheiro verde e amarelo picado
- Sal a gosto
- 2 xícaras de chá de filosofia ralada (veja ilustração)

Alagoas, se observado de perto, revela-se um estado ‘da elite para a elite’ imutavelmente, por incrível que isto possa parecer. E, os versos abaixo - transcrição de uma das minhas postagens neste blog -, se referem às minhas atividades aqui desenvolvidas no período de 1991 a 2006. Anos de atuação principalmente em prol dos mais elevados interesses, mas, relegados ao descaso e desdém pelo referido contexto.

Portanto, nos mobilizemos, para que a classe política e a administração da coisa pública por aqui passe do varejo ao atacado. Que deixemos de ser essa ilha de atraso, na qual as parcas gordas benesses vão de privilegiados para privilegiados. E, que nos equalizemos ao ritmo de desenvolvimento e progresso havido e vivido no país, inclusive nos visinhos estados nordestinos.
(2 colheres de sopa)

- Recadinho interessante:
Somos um país de um povo interessante. Mas, interessante é como demora a perceber o que realmente é interessante. Como, por exemplo, uma escala interessante de valores morais e éticos. Porque esta é a coisa mais interessante que poderia acontecer a esse povo. O qual, para obter benefícios mais interessantes, deveria se interessar mais pelo que mais interessa ao seu melhor interesse: reformas de base e valorizar as pessoas interessantes pelo seu conteúdo. E, por aquí vamos fazendo a nossa parte, na esperança de nos tornarmos mais interessantes a quem interessar possa. (3 colheres de sopa)

Modo de preparo
  • 01 Numa panela grande, aqueça a margarina e frite o bacon até dourar. Em seguida, acrescente as tiras de frango e doure também.
  • 02 Junte a cebola, o alho e refogue por 1 minuto. Coloque o tomate batido, o caldo de galinha e cozinhe por 2 minutos.
  • 03 Adicione aos poucos o fubá dissolvido e misture bem até obter uma mistura homogênea. Cozinhe por cerca de 10 minutos e por último acrescente a couve.
  • 04 Prove e se necessário tempere com sal. Distribua a sopa em pratos fundos, salpique o cheiro verde e sirva em seguida.

Informações nutricionais por porção
Valor Calórico 185kcal = 774,56kJ
Carboidratos 14g
Proteínas 12g
Gorduras Totais 9,1g
Gorduras Saturadas 3g
Gordura Trans 0g
Colesterol 25mg
Fibra Alimentar 2,3g
Sódio 226mg


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Uma lei contra a burrice

Por George W B Cavalcanti


Mais uma lei alcança a maioridade no Brasil e, mais uma vez lamentavelmente longe da sua maturidade. No último dia treze (13) do corrente mês de (julho) o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, (Lei Federal n° 8.069/1990) completou dezoito anos de publicada (DOU de 16.07.1990, seção I) e, eis aqui - em alguns significativos eventos nacionais - o seu resumo histórico:

1999 – Criada, durante a III Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Comissão Pró-articulação responsável em organizar o I Congresso Nacional de Conselheiros Tutelares;

2001 – No I Congresso Nacional de Conselheiros de Conselheiros Tutelares – de 15 a 18 de novembro, em Luziânia/GO – deliberou-se pela criação do Dia do Conselheiro Tutelar (18.11) e por um Fórum, instância nacional de organização dos Conselheiros Tutelares;

2002 – O Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros tutelares – durante a I Assembléia Nacional em Campo Grande/MS, é composto com representantes dos Estados e Distrito Federal e, é eleita a primeira coordenação colegiada do Fórum Colegiado Nacional dos Conselheiros Tutelares – FCNT.

Não continuo o histórico propositadamente, para dar lugar a alguma objetividade em relação ao assunto neste país que, parece não conseguir livrar-se da inépcia ante essa basilar problemática. Porque redundantes e inócuas tem se mostrado as nossas práticas políticas, entidades e eventos, supostamente direcionados a ‘planejar e viabilizar’ programas e ações nesse âmbito social. E porque estamos todos bem conscientes dos pífios e pouco significativos resultados práticos alcançados; a realidade nacional a este respeito aí está: igual ou mais grave do que quando a meritória Lei foi criada.

Crianças desassistidas, prostituídas, violentadas e a desfilarem o seu triste cotidiano nos faróis de trânsito. Ora alugadas como pedintes, ora a se exibirem como malabaristas de ocasião ou vendedores improvisados. Todos a ostentarem suas constrangedoras condições diante dos impávidos motoristas em seus reluzentes carrões; vidros fechados, olhar de medo, complacência, velada pena ou indiferença, apenas isto.

Percebe-se que a consciência de dever cívico nessas ocasiões parece não tem direito a carona, fica para trás quando os 'condutores' aceleram em direção ao futuro. Mas, é imprescindível perguntar: que futuro, se o futuro é feito por pessoas? Sim, é o futuro de todos nós, do nosso país que é construído por essa estranha romaria de pequeninos diante de impassíveis olhares.

Segundo a Associação Nacional de Magistrados existem atualmente no Brasil mais de oitenta mil (80.000) crianças à disposição para adoção. E, apresso-me em dizer que, não adianta teimar em institucionalizar a criança e o adolescente; principalmente em instituições precárias, desprovidas de investimentos e, até, sucateadas.

Chegam novas eleições e repete-se o discurso demagógico. Entre eles o de que “lugar de criança é na escola”; e, isto é uma meia-verdade. Lugar de criança é na família. É a família quem deve preparar a criança e o adolescente em sua formação para a vida, a escola é só um complemento em sua formação, a base está no lar, repito, na família de cada criança.

E não adianta fugir da realidade. O Brasil só precisa dessa “Lei tão avançada” porque os países desenvolvidos não precisam dessa lei; porque já a praticam há muito tempo. Quer dizer que já põem em prática com seriedade as normas que dizem respeito à proteção integral da criança e do adolescente. Colheram os frutos de um rigoroso cumprimento dessas normas e por isto mesmo são países de primeiro (1°) mundo.

Também neste caso não adianta se omitir e colocar a culpa nos outros. A culpa pelo que aí está e pelo de pior que se prenuncia é igualmente da família, da sociedade e do governo. Conclamo, pois, a todos - na maioridade do ECA - a assumirem suas cotas de responsabilidades e a tomarem posições firmes e efetivas pelo cumprimento desse Estatuto. Só assim estaremos, todos, atendendo às necessidades de cidadania das nossas crianças e adolescentes; e, a partir deles, construindo um futuro e uma realidade que atenda aos nossos mais legítimos e justos anseios.


União dos Palmares - AL, 14 de julho de 2008.

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