Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Brasilino Pão e Circo

Dentista Cinthya Moutinho foi morta porque tinha apenas R$ 30 na conta
 
Por George W de B Cavalcanti
 
 
Vivemos hoje no Brasil o estágio socioeconômico da 'PERIFERIA EMERGENTE-REAGENTE'. Se vocês prestarem bem a atenção ao perfil social da nossa realidade atual, de um lado ou de outro da Lei perceberão que, há muito em comum entre ambos os grupos: pouca instrução e desesperada ambição. Fruto amargo que não serve para remédio; esse é o resultado em nosso país de gerações impedidas de investir financeira e intelectualmente em livros e conhecimentos.
 
Uma realidade tenebrosa que, pela concepção social maniqueísta das nossas históricas elites, faz brotar como atores sociais massivos, respectivamente: o cidadão mal educado, o trabalhador despreparado e o bandido desalmado. Contexto esse que, qualitativa e quantitativamente faz sofrer barbaramente ao nosso povo, especialmente aos remanescentes da antiga classe média domesticamente bem educada e patriótica; pela avassaladora inconsciência e inconsistência dessa dita "nova classe média", em seu grau de fragilidade.
 
Eu, gostaria muito que me aparecesse alguém de cabedal moral ético e com uma proposta política crível quanto a isto. Ou, que me provasse que estou errado e que me convencesse do contrário.




(Ilustrações; fonte: Google Imagens)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Reencontro

Por George W B Cavalcanti

Imutável e fiel se fez vivo o chamado,
Enquanto o tempo tangia os meus dias,
Foi tão árdua a senda a seguir nessa lida,
Que quase não senti que o tempo se esvaia;
O coração tem na mente a distância relativa.

Mas, bem fiz em prosseguir e assim alcancei,
Quando meu buscar o encontrei na esperança,
Na certeza de que era a luz do bem que guiava,
No rumo da estrela assentada em azul e branco;
Do coxo na peleja com o anjo existe a fiel herança.

Caminhei em incansável busca passo a passo,
Num espaço demorado num tempo que nem sei,
Se em cada passo dado dias ou anos se passaram,
Até fazer por merecer do meu povo melhor abraço;
Incontáveis estrelas como os grãos de areia da praia.

Mas, tropecei e caí sobre tantos cumes e gumes,
No esforço de não ferir alguém nesse curvo espaço,
Que evidentemente existe entre a mente e o coração,
Acolá onde habita a pureza que sobrevive na criança;
Repositório de uma fé que nutre toda a boa esperança.

É sublime o reencontro e abençoado o diálogo,
Em que se faz ouvir o amor tanto tempo guardado,
No pão e no vinho em memória do verbo ressuscitado,
Palavra que enfim alcança a quem sinceramente busca;
Promessa e resgate certo em pacto eternamente firmado.

Razão e emoção festejam em consagrada dança,
Do povo sacerdotal e herdeiro do mundo vindouro,
A oliveira verdadeira tendo um ramo novo enxertado,
Que faz soar ao mundo o shofar com som da nova aliança;
Principado do reino onde a mente terá no coração um aliado.

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