Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Brasilino Pão e Circo

Dentista Cinthya Moutinho foi morta porque tinha apenas R$ 30 na conta
 
Por George W de B Cavalcanti
 
 
Vivemos hoje no Brasil o estágio socioeconômico da 'PERIFERIA EMERGENTE-REAGENTE'. Se vocês prestarem bem a atenção ao perfil social da nossa realidade atual, de um lado ou de outro da Lei perceberão que, há muito em comum entre ambos os grupos: pouca instrução e desesperada ambição. Fruto amargo que não serve para remédio; esse é o resultado em nosso país de gerações impedidas de investir financeira e intelectualmente em livros e conhecimentos.
 
Uma realidade tenebrosa que, pela concepção social maniqueísta das nossas históricas elites, faz brotar como atores sociais massivos, respectivamente: o cidadão mal educado, o trabalhador despreparado e o bandido desalmado. Contexto esse que, qualitativa e quantitativamente faz sofrer barbaramente ao nosso povo, especialmente aos remanescentes da antiga classe média domesticamente bem educada e patriótica; pela avassaladora inconsciência e inconsistência dessa dita "nova classe média", em seu grau de fragilidade.
 
Eu, gostaria muito que me aparecesse alguém de cabedal moral ético e com uma proposta política crível quanto a isto. Ou, que me provasse que estou errado e que me convencesse do contrário.




(Ilustrações; fonte: Google Imagens)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Espalhando luz

Por George W B Cavalcanti


De uns tempos para cá - e bota tempo nisso - percebo-me ora como um espelho, ora como uma vela. Esta, incandescente, queimando solitária e abandonada num canto qualquer da realidade e que, ao sabor das lufadas das intempéries do cotidiano teima em iluminar ao seu derredor com sua modesta, porem própria, chama. Impávida, quase lívida e silenciosa; inexorável a derreter-se e sobre si e, tendo como unicamente palpável o agregar substância e volume à sua própria base – ainda assim permanece firme e fiel ao seu compromisso com a luz.

Entendo que cada um de nós possui dentro de si o poder de iluminar aos outros. Quando a minha porção espelho - na dependência direta de imagens, luzes ou simples claridades - com sinceridade nua e crua reflete o que sobre si foi projetado, não se preocupa se agrada ou desagrada a eventuais 'bruxas' que o busquem para um veredito de beleza - como no consagrado conto que ouvimos quando crianças. Nesse instante existe apenas a contradança com o que ante ele se posta, indiferente se o tangível gosta ou desgosta da imagem refletida.

No constante dialogar de luzes com reflexos, coerentemente é exercido o que é inerente: refletir. Mas, nesse exercitar de projeções cada troca de idéias, cada expressão de sentimentos nos instrui quando deixamos cair nossas restrições contra novas informações.

É importante para entendermos que tudo o que nos acontece tem um propósito; cada evento ocupa um lugar certo em nossa atual etapa de desenvolvimento e nada acontece por acaso.

O que nos sentimos inspirados a repartir com outras pessoas - embora miríades desvalorizem a inspiração e neguem a importância do compartilhar - também vai fazer parte da construção de nós mesmos; do nosso perfil e do nosso resultado enquanto ser.

Somos iluminados pelos dons de percepção uns dos outros e a cada momento existe uma mensagem para ser colhida. A escolha de iluminar ou sermos iluminados nos espera, sempre!


União dos Palmares - AL, 27 de julho de 2008.

Rádios de Israel - escolha a estação

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