Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Brasilino Pão e Circo

Dentista Cinthya Moutinho foi morta porque tinha apenas R$ 30 na conta
 
Por George W de B Cavalcanti
 
 
Vivemos hoje no Brasil o estágio socioeconômico da 'PERIFERIA EMERGENTE-REAGENTE'. Se vocês prestarem bem a atenção ao perfil social da nossa realidade atual, de um lado ou de outro da Lei perceberão que, há muito em comum entre ambos os grupos: pouca instrução e desesperada ambição. Fruto amargo que não serve para remédio; esse é o resultado em nosso país de gerações impedidas de investir financeira e intelectualmente em livros e conhecimentos.
 
Uma realidade tenebrosa que, pela concepção social maniqueísta das nossas históricas elites, faz brotar como atores sociais massivos, respectivamente: o cidadão mal educado, o trabalhador despreparado e o bandido desalmado. Contexto esse que, qualitativa e quantitativamente faz sofrer barbaramente ao nosso povo, especialmente aos remanescentes da antiga classe média domesticamente bem educada e patriótica; pela avassaladora inconsciência e inconsistência dessa dita "nova classe média", em seu grau de fragilidade.
 
Eu, gostaria muito que me aparecesse alguém de cabedal moral ético e com uma proposta política crível quanto a isto. Ou, que me provasse que estou errado e que me convencesse do contrário.




(Ilustrações; fonte: Google Imagens)

sábado, 21 de maio de 2011

Pororoca de Esculacho



Por George W de B Cavalcanti*


Longa falácia que se enrosca em rosca,
Nesse lerdo engodo medíocre e ufanista,
Da tal nova classe média iletrada e tosca;
Elegia de aloprada sandice neocomunista.

Bem sei que, nela o ser cretino é inevitável,
A surfar nessa onda, pororoca de imperícia,
Feroz cria dessa maloca de onça e cascavel;
Resultado da derrocada moral pela estultícia.

Embaralhado painel é forno a lenha e o facho,
Onde arde contente o náufrago da ignorância;
Ferve em caldo de bandido nesse nosso tacho.

Tanta corrupção que, viceja em penca e cacho,
Enquanto a semente da boa virtude só estraga;
Eu, do meu lado, teço em verso este esculacho.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Cidadania Desvairada

Por George W B Cavalcanti


A insensibilidade e estígma forjam o anti-herói anônimo,
O iletrado que credita o seu sofrer ao impiedoso destino,
O excluído alienado desconhece que se tornou sinônimo;
Mártir, algoz e resto de um sonho que secou ao sol a pino.

Desesperado ele deitou semente e no campo pediu bênção,
Ao político boçal e à imagem empoeirada do oratório da sala,
Tornou-se esperança migrante rezando ao padim Ciço Romão;
Cidadania em farrapos e a história em trapos no fundo da mala.

Na capital devorado viu no concreto e cimento esvair-se fé e santo;
Choram os filhos e o desengano gera amargo fruto de exclusão social,
Um bandido clientelista e protagonista diário do pasmo urbano espanto.

Sofrimento e clamor vivo de uma gente perdida e sem noção da gravidade;
Sobrados e mocambos, espigões e palafitas tingidas no vermelho da lágrima,
Da vítima e também do algoz de um sistema que os devora em sua ferocidade.


União dos Palmares - AL, 10 de setembro de 2008.

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