Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

TI e transparência - ser ou não ser



Por George W B Cavalcanti


Diferentemente das outras criaturas nós humanos temos uma tremenda necessidade – às vezes compulsiva – por privacidade (E o Eterno D-us chamou o homem e lhe disse: “Onde estás?” – e ele respondeu: Ouvi Tua voz no jardim e tive medo, por estar nu, e me escondi. E disse: “Quem te disse que estás nu? Por acaso comeste da árvore da qual te ordenei não comer?” – Gênesis [Bereshit] 3: 9-11), por sigilo, por escondermos os resultados das nossas ações –; para tentarmos esconder a história que construímos.

Conseqüentemente estamos todos sabendo que – no que pese os avanços da Tecnologia de Informação (TI) e todos os recursos a ela agregados –, é pífio o que na prática se obtém dos sistemas de informação sobre o que fazem os governos quanto à macroeconomia e o emprego dos recursos fiscais. Tudo está muito está longe de apresentar com fidelidade e passo a passo o conjunto dos procedimentos e destinações dadas aos vultosos montantes arrecadados pelo extenso cardápio de impostos, mantido entre os mais caros do planeta. Neste termos e à luz de verdadeira TI, a nossa propalada transparência é uma falácia que se afirma enquanto utopia.

Estranhamente muita gente silencia sobre a base de dados, desde a arrecadação até a frustrada expectativa de seu idôneo emprego, reiteradas vezes prometido nos palanques eleitorais em nosso país. Mas, em geral o que dessa dinheirama toda arrecadada pelo governo se vislumbra é um frustrante embuste. Já a partir de desprestigiadas notas fiscais que - diferentemente do que ocorre nos países civilizados - por aquí não apresentam ao comprador o que ele está pagando em impostos - de forma destacada e clara - em percentuais e números absolutos. Assim, historicamente cultiva-se uma estranha sensação de coexistência pacífica com insondáveis subterrâneos trubutários, inteiramente avessos à claridade da transparência.

Evidentemente o que é mais escamoteado no âmbito do erário é a destinação, distribuição e emprego do dinheiro público que, com esse roteiro, continua a ser levianamente alvo de mordidas leoninas –; ao tempo em que, por meio de uma das mais pesadas cargas fiscais do mundo, nos é ceifada a maior parte da renda da população contribuinte. E, que apesar dos alardeados “portais de transparência” o que se observa é o continuísmo do sumiço de astronômicas somas, a escoarem fragorosamente pelo ralo da burocracia corrupta e escandalosa –; escabrosa e cotidiana ‘matéria-prima’ para nutrir a indústria do noticiário.

Realmente o que importa para uma efetiva aplicação da Tecnologia de Informação (TI), além do trato com os seus fatores básicos que são: a base de dados, o processamento e a comunicação é: a integração sincera, honesta e eficaz das fontes desses dados. Ou seja, que cada um dos Poderes da República – leia-se, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, nesta ordem – abra um para os outros os dados pertinentes referentes ao uso das verbas que lhes são destinadas.

Efetivamente o que importa é que haja entre os diversos setores do serviço público, a aplicação dos supramencionados aspectos essenciais de TI, de maneira constante e atualizada. De forma que aflore diante dos olhos do contribuinte fartos e precisos elementos necessário à avaliação. E que, o sejam completos o suficiente para o exercício do seu direito – e também dever – de fiscalização do que lhe garante a cidadania. Envolva lá isto o que envolver e mesmo contrariando a interesses menores –; de partidos políticos, de sindicatos, de corporações, de ‘lobbies’ setoriais, de confrarias e de grupos familiares.

Finalmente o que é constatado acontecer em prédio de órgão estatal é titular de setores próximos e que trabalham em salas contíguas, a sonegar dados e informações de interesse público ao colega que trabalha do outro lado da divisória. Como diria um ex-presidente da República-sociólogo: “Assim não pode, assim não dá” –; só que no tempo do governo dele não só podia como dava, e como. Ao que respondemos que o que urge é uma ampla e geral mudança de paradigma, que qualifique adequadamente a base de dados aqui focalizada – passando-a do eu para nós. Sem o que a vida do nosso cidadão continuará a ser um humilhante simulacro. Sem o benefício da maturidade ética da responsabilidade cívica e longe, muito longe, de portas e de portais que lhes ofereçam transparência naquilo que é seu, de fato e de direito.





Ente sm. 1. O que existe; coisa, objeto, ser. 2. Pessoa. 3. O que supomos existir (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira – dicionário)

domingo, 7 de junho de 2009

Exílio à Sururú de Capote - a ignorância é atrevida



Por George W. B. Cavalcanti


Se você também tiver apropriada sensibilidade com capacidade de leitura cultural e sociológica e, como eu, aqui passar o seu tempo tentando vivenciar a escala de valores que fundamentam os parâmetros a seguir. O atual truculento ambiente de assédio moral por discriminação passiva não o perdoará por cultivar as boas virtudes e a civilidade. E, inapelavelmente o punirá com o esquecimento e um insidioso velado exílio contextual, se você:

 (A Ignorância é Atrevida)

Por George W de B Cavalcanti*

Se você:
For honesto congênito convicto,
Contrário a interesses escusos,
Expor concepção progressista;
Não corrupto ativo e passivo,
For pobre, rico de dignidade.

Gostar de moradia simples,
Não aceitar o coronelismo,
Falar contra o nepotismo;
Resistir desempregado,
Continuar coerente.

Se dedicar a agir corretamente,
Alinhar, senso, palavra e ação,
Ter por prática a organização;
Sempre inspirar confiança,
Propor com toda clareza.

Cultivar a magnanimidade,
Amar e praticar a ética,
Ser adepto da reflexão;
Apreender a realidade,
Defender a natureza.

Contribuir para a boa estética,
Vivenciar a visão democrática,
Evitar fraternidade hermética;
Construir-se um ser solidário,
Afirmar a fé não-sincrética.

Interpretar o que ouvir ou ler,
Ser autêntico contra o crime,
Não comprar a consciência;
Questionar o desmando,
Levar a sério o Eterno.

Manter-se sempre discreto,
Ser um cidadão correto,
Fugir do modismo vão;
Não difamar a mulher,
Promover o intelecto.

Divulgar a solidariedade,
Respeitar o semelhante,
Valorizar a privacidade;
Revelar uma fraqueza,
Falar de necessidade.

Comentar sob emoção,
Valorizar a educação,
Se permitir comoção;
Ser amigo do saber,
Evitar ser ofensivo.

Esse contexto tem sempre como pano de fundo um viés de forte conservadorismo e reacionarismo em suas populações. Especialmente por parte de suas lideranças geralmente engemônicas -; inseguras que são pelo pouco esclarecimento e inépcia para o desenvolvimento e progresso coletivo. Pelo que entendemos oportuno as definir mediante o seguinte axioma: "A ignorância é atrevida porque não sabe o que sabe, não sabe o que não sabe, não sabe o que precisa saber, acha que sabe o que os outros sabem e não quer saber de quem realmente sabe".

Aliás, vale salientar que, tal conjuntura é típica de localidades que a socioligia mundial convencionou denominar de "os grotões", pela localização geográfica e classificação socio-econônica -; sempre com os mais baixos índices de desenvolvimento humano (IDH), como é o caso. Pelo que, nessa esdrúxula eventualidade, outra opção quase sempre não resta ao cidadão consciente em defesa da dignidade e cidadania senão, buscar por asilo político e socioeconômico -; o que 'poeticamente' tentamos aquí alcançar.

Atentai bem, porque inexoravelmente uma espécie de ‘desterro inamovível’ lhe será impingido se você se omitir em relção a política retrógada e espúria vigente. Se recusar-se a ser e/ou permanecer padronizado em aspecto, conteúdo, rótulo e marca, como os resignados cooptados cidadãos locais -; como um mero vasilhame de refrigerante.



terça-feira, 2 de junho de 2009

Reflexões de Um Corpo Caloso



Por George W B Cavalcanti


S
imilar interativo com nossa casa comum,
Generosa mãe azul, esse ser que nos acolhe,
E, que nos inclui hemisféricos desde a gênese,
Como frenéticos gametas no bom afã bioquímico;
Porque cúmplices limiares reprodutivos justapostos,
Numa calosidade recôndita no mistério do criacionismo,
Somos semente e fruto, seus inquiridores e testemunhas,
A despeito dos que tem tratado desrespeitosamente a vida.

Rogo, ao menos mentalmente pararmos por instante a cena,
Alucinada pelo ritmo vertiginoso sempre mais e mais acelerado,
Que assim resulta impedir descobrir o que nos une a nós mesmos;
Num mergulho interior importa canalizar o meio pelo qual pensamos,
A massa sobre si dobrada ao racionalizar todo seu espaço disponível,
Na caixa craniana sua blindagem óssea contra as agressões possíveis.

Objeto do tempo sujeito a evento e contratempos do imponderável,
Guarda nessa consistente interconexão nosso pleno dimensionamento,
Tanto que permite seja esta uma evidência sutil da importância do calo;
Existencial ponto explícito ou o implícito elo das complementares metades,
Do cérebro, dos sonhos, do pleno viver dos néscios, dos fúteis e dos sábios,
Certamente que, mais significativo enquanto efeito de rude abrasão no viver.

Ressaltado é pela reação de tantos que pela verdade se sentem incomodados,
Nos calcanhares, nas mãos, nas cordas vocais, vocação do profeta é um calo,
Um ser cuja atemporal mensagem avessa a presunção é qual pedra no sapato,
Até porque o consistente intelecto enfeixa no corpo luz que flui do intimorato;
Consistente e insistente avalia o pertinente que aqui se não revelo desbravo,
O ser e o não ser, as maneiras de viver as chances do porvir mais sensato,
Que admoesta o ego que reduz ética e razão à mera condição de trapos.

Na cobrança do escrito ou do pregado pela voz com o martelo da fala,
Por ter firme suporte no aporte e somatório das plenas capacidades,
Assim é calejado pelos golpes dos cínicos e do desamor refratário,
Pela estupidez negligente da falácia na farsa do frívolo e fútil;
Pela areia contra a pele e pelo assédio dos falsos discursos,
Os quais tola e fatalmente desconstroem a sí no decurso,
Porque invariavelmente destrói a acalentada esperança,
Ao negar ternura e ao afugentar o futuro da criança.

Mas o que derrama poesia do olhar em cada gesto,
Sua condição a um só tempo inocente e forte,
É o que assim inspira escrever o verso,
Imaginativo modo de fazer pensar,
E de perenizar o seu dizer;
Até mesmo incomodar,
Por também ser,
Corpo caloso.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Educação, desenvolvimento e qualidade de vida



Por George W B Cavalcanti


Acreditamos que a educação humaniza, apesar dos muitos equívocos e contradições em que, neste sentido, insiste em incorrer o homem – desde o mais omisso ao de mais completa formação acadêmica – seu principal agente e maior beneficiário –; como um genérico exemplo das etapas do processo educativo como um todo. Ainda assim, persistimos na firme convicção de ser ela, tanto em nível individual quanto coletivo, o caminho mais seguro e profícuo para que o concerto das nações supere os seus desafios. Uma problemática crescente em complexidade e urgências na construção da história.

A superação a qual nos referimos se dá pelo suporte, pelo incentivo e subsídios intelectuais propiciados pelo dinamismo da educação, em sua busca pelo novo e suas resultantes descobertas. Por suas etapas que descortinam e desvelam os incontáveis segredos do universo e das dimensões em que coexistem seus micro e macro cosmos. Na proporção em que, os saberes pré-existentes e acumulados – quando sistematizados e transmitidos cientifica, metódica e didaticamente – aditam densidade e consistência aos resultados da busca pela aquisição de novos conhecimentos.

Ainda que geradora de conflito, a educação é a via que melhor conduz à preparação para a vida e ao desenvolvimento humano. Portanto, os baixos índices neste sentido, quando apresentados evidenciam a inépcia dos responsáveis pela elaboração e execução de suas diretrizes, programas e projetos. O que retarda ou impede que um povo ou nação se aperceba como tal e acredite em si mesma. Ao contrário, o avanço se dá pela difusão da percepção do homem e da mulher como sujeitos de suas histórias, capazes de construir sempre novas relações.

Necessário se faz para tanto que todos entendam a educação como a mais eficiente e eficaz medida libertadora e, caminho de transformação para a construção de uma nova e melhor sociedade. E, que esta preciosidade não seja contaminada ou dominada por concepções mesquinhas de uma realidade discriminadora e excludente. Mas que, antes e sempre sem preconceitos de quaisquer naturezas, promova a inclusão social, o resgate da auto-estima e o desabrochar de vocações e talentos –; mercê da socialização que valoriza todo potencial humano. O que resulta em construir cidadãos e cidadãs capazes de desenvolver a boa crítica de si próprios e seus contextos. De maneira a não transigir do livre arbítrio e do respeito aos princípios democráticos.

Vale lembrar a especial atenção e priorização a ser dedicada para com a educação básica no campo, nos interiores e nas periferias dos grandes centros urbanos. Sem o que não se recupera nem se promove condições de competição justa por uma posição socioeconômica condigna à sua cidadania. Tão básica quanto essencial à preservação da cultura, do trabalho e da dignidade dessas populações, igualmente importantes para a validação do caráter civilizatório das políticas de governo. Uma vez que promotoras do desenvolvimento sustentado de quaisquer países que neste acertado sentido se coloquem.

Portanto, especialmente edificante e gerador de importantes perspectivas é acreditar que, teremos sempre que aprender e ensinar num processo dialético que, enquanto a verdadeira educação integral de cada ser humano, o acompanhe em toda a sua existência.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

A crise, a gripe e a cereja

Venda de máscaras de Proteção para Respiração em rua de Lima - Peru


Por George W. B. Cavalcanti


Teorias conspiratórias à parte, não é de hoje o que as mentes mais atentas quando aguçadas sobre a realidade percebem. Insuspeitas e aterradoras evidências mascaradas por fatos e eventos globalmente marcantes que, são rotuladas como espontâneos e cândidamente apresentadas como casualidades e/ou fatalidades. Contudo, as mesmas não resistem a uma análise mais detida e acurada sem que revele, quase sempre, nítidas orquestrações tão mesquinhas e inconfessáveis quanto insuspeitas e supreendentes. Percepção esta que, evidentemente, fica para alguns que priorizam pensar o que se escamoteia na grande comunicação -; textos e contextos inclusos.

Como o atual, em que se faz divulgar em escala global, contínua e insistentemente, números de uma projetada letalidade (1.3%) para uma suposta epidemia gripal. Enquanto que, com notória desfaçatez e na mesma escala, sistematicamente deixam de revelar os números da comprovada mortalidade (0.3% ou, 500.000 pessoas por ano) da gripe comum – sem computar os óbtos por complicações decorrentes – desde o início do respectivo período -; e,isto, sem tangenciar os dramáticos números de mortes por falta ou mal atendimento às populaçõe carentes em todo o mundo.

A uma minoria de vida inteligente, quase sempre anônima e diluída na multidão, cabe a vocação e o sagrado ofício de identificar nas versões oficias a verdade oficiosa bem real e nada fantasiosa. A velada e rotineira manipulação massiva para geração de fato político e, mudança de foco, encetados – desde que existe boato e notícia – por argutos indivíduos e seus associados nessas estratégicas empreitadas. Mas, não apenas suspeitar como, na medida do possível buscar repercussão para a residual consciência do homem do povo –; tão decisivo nos transes das civilizações.

Inevitável é perceber que, uma presunçosa pretensa elite que se imagina ser tutora da humanidade é – à exceção de uns raros prepostos de origem humilde – composta exclusivamente pelos chamados “bem nascidos” e está, cada vez menos, empenhada em que sua superficial diplomacia encubra a truculência do antigo propósito de manter o rico sem riscos, arriscando a vida do pobre. Para tal, fortalecem suas posições de excessivamente abastados por meio de confrarias tão discretas quanto poderosas e politicamente influentes, para não dizer, arbitrariamente decisórias.

Historicamente o efeito social de suas decisões costuma provocar o que arriscaríamos chamar de “massemotos” ou maremotos de “massa”. Com vultosas e intensas mobilizações de recursos financeiros, de pessoal, de logística e até mesmo de mobilidade social. Esses eventos se pronunciam quando os referidos seletos sócios entendem estar em risco o seu rico dinheiro por causa de alguma renitente querela. E, então, decidem ficar ainda mais ricos e poderosos, mediante a disseminação de boatos, noticiário forjado e especulação a fartar –; o que, eventualmente, tem o efeito de um artefato nuclear.

A essa altura, pela lógica seqüencial na assimilação do raciocino, advém um inevitável questionamento no sentido de que, nós o coletivo, a ‘rés pública’ e a ‘demo kratia’, com é que ficamos? Ora, visualizemos o atual cenário e as contraditórias atitudes da OMS. Agucemos o raciocínio, abramos a mente, tenhamos ‘insight’ até vermos claramente. E percebamos que os iniciados Vips estão todos nada preocupados com as opiniões contrárias –; jornalistas inclusos. Até porque as eminências de bastidores costumam colocar em descaso até a biosfera com seus biomas e ecossistemas, como se a ela eles não pertencessem –; alienígenas inclusos, evidentemente.

Assim, ao seu critério, concebem a maioria desafortunada, espoliada e alienada como se não fora gente e sim gado; rebanhos a ser tangidas e direcionadas para o seu particular curral ou para algum dos matadouros sociais existentes em gênero, número e grau. Vide serviço público de saúde, segurança pública, sistema público de ensino, desemprego, favelização, tráfico, coronelismo, latifúndio sem finalidade social, trabalho escravo, prostituição infantil, pedofilia, nepotismo, desmatamento ilegal, prevaricação e por aí vai, a oferta é farta. E, no mais, que os despossuídos acorram às muitas 'igrejas de resultados' em busca de proteção, bênçãos, curas, emprego, dinheiro, casa, carro, casamento, reconciliação ou, para sair do “fundo do poço”. Ah! Não esqueçamos as loterias. E como tem!

Então nós percebemos que, há bem pouco tempo só se falava em crise e o pânico popular já beirava a histeria e ao espectro da recessão. Mas, agora, como num passe de mágica, só se fala em gripe e em máscaras. E, todo povo ficou mascarado –; assaltantes inclusos, como em outros carnavais... Se bem que, com um transitório infortúnio para suinocultores, estão garantidas grandes fortunas via dividendos pagos pela 3M e congêneres, com a venda de milhões de – quase sempre inócuas, no caso – máscaras de proteção para a respiração. E, principalmente, pela Roche do antiviral Tamiflu –; este criado nos anos 90 pela Gilead que era presidida pelo ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld e a Gilead fechou acordo de produção com a suissa Roche.

Mas, espere! Neste bolo tem uma cereja... Ela foi colocada pela declaração dada por telefone ao RJTV, pouco antes de ter alta, o 1º caso registrado de gripe “A” no Rio de Janeiro e mantido – com grande divulgação pela mídia – em isolamento por 9 dias no Hospital do Fundão daquela capital como se lê a seguir: “Esta não foi a gripe mais forte que tive. Me assustei com a má fama que deram mas a febre que tive foi no máximo de 38°C. E, não tive mal estar nem dor de cabeça”.

Enfim, o impacto do episódio da crise econômica global é superado por uma habilidosa e eventualmente arriscada mas, muito rentável, falácia. A tal gripe "A" que, particularmente - para agradar a gregos e a mexicanos - denominei de gripe 'Assuína', ao que nos parece, se configura como uma providencial cortina de 'fumaça ninja' para a fuga da crise. Uma espécie de jogo de cena que só o fator tempo é capaz de desmascarar. Mas que, pelo ativismo, clientela e quadro clínico ora apresentados, não demora enquanto um global engodo e, logo será mito ou lenda -; ou, mais um episódio de história por trás da história.



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