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Eretz Israel e b'nei anussim

 Eretz Israel

... uma terra onde abundam o leite e o mel...
Shemot (Ex.) 3:8

Introdução

Israel é um pequeno e estreito país semi-árido, situado na costa sudeste do Mar Mediterrâneo. Ele entrou para a história há cerca de 35 séculos, quando o povo judeu abandonou a vida nômade, estabeleceu-se nesta terra e tornou-se uma nação. No correr dos anos, o país recebeu diferentes nomes - Eretz Israel (Terra de Israel); Sion, nome de uma das colinas de Jerusalém, que tornou-se o sinônimo tanto da cidade quanto de toda a Terra de Israel; Palestina, derivado de Palaestina, usado pela primeira vez pelos romanos; a Terra Prometida; e Terra Santa, etc... Contudo, para a maioria dos israelenses o país é simplesmente Haaretz - a Terra. Mais de 5,5 milhões de pessoas vivem hoje em dia em Israel. Cerca de 4,5 milhões são judeus; e a maioria dentre o milhão sobressalente se constitui de árabes. O país se caracteriza por um amplo espectro de estilos de vida, variando do religioso ao secular, do moderno ao tradicional, urbano e rural, comunal e individual.


Geografia e Clima

A área de Israel, dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo, inclusive os territórios sob o auto-governo palestino, é de 27.800 km2. Com sua forma longa e estreita, o país tem cerca de 470 km de comprimento e mede 135 km em seu ponto mais largo. Limita-se com o Líbano ao norte, a Síria a nordeste, a Jordânia a leste, o Egito a sudoeste e o Mar Mediterrâneo a oeste.

A distância entre montanhas e planícies, campos férteis e desertos, pode ser coberta em poucos minutos. A largura do país, entre o Mar Mediterrâneo a oeste e o Mar Morto, a leste, pode ser cruzada de carro em cerca de 90 minutos; e a viagem desde Metula, no extremo norte, a Eilat, o ponto mais meridional, leva umas seis horas.


Aspectos Geográficos:

Israel pode ser dividido em quatro regiões geográficas: três faixas paralelas que correm de norte a sul e uma vasta zona, quase toda árida, na metade sul do país.

A planície costeira paralela ao Mediterrâneo, é formada por uma faixa arenosa junto ao mar, flanqueada por terrenos férteis que avançam até 40 km em direção ao interior do país. No norte, extensões de praia arenosa são às vezes pontuadas por calcário entalhado e rochedos de arenito. Na planície costeira vive mais da metade dos 5,5 milhões de habitantes de Israel e nela se situam os principais centros urbanos, portos para navios de grande calado, a maior parte da indústria do país e grande parte de sua agricultura e instalações turísticas.

Várias cadeias de montanhas acompanham o comprimento do país. No nordeste encontra-se o Planalto do Golan, com suas rochas de basalto, testemunhas de erupções vulcânicas no passado distante, que se ergue como uma parede íngreme a contemplar o Vale do Hula. As montanhas da Galiléia, em sua maioria compostas de rocha calcárea branda e dolomita, atingem altitudes entre 500 e 1.200 m acima do nível do mar. Pequenos córregos perenes e um índice pluviométrico relativamente elevado mantêm a cor verde da região durante todo o ano. Os habitantes da Galiléia e do Golan, cerca de 17% da população de Israel, trabalham sobretudo em agricultura, atividades turísticas e indústria leve.

O Vale do Jezreel, entre as montanhas da Galiléia e da Samaria, é a região agrícola mais rica de Israel, cultivado por muitas comunidades cooperativas (kibutzim e moshavim). As colinas arredondadas da Samaria e Judéia apresentam um mosaico de cumes rochosos e vales férteis, pontilhados de pomares de velhas oliveiras verde-prata. As encostas aterraçadas, lavradas por agricultores em tempos imemoriais, incorporaram-se à paisagem natural. A população se concentra principalmente em pequenos centros urbanos e grandes aldeias.

O Neguev, que constitui cerca da metade da superfície de Israel, é habitado apenas por 8% da população, concentrada em sua região setentrional. A economia se baseia sobretudo em agricultura e indústria. Mais para o sul, o Neguev se torna uma zona árida, caracterizada por pequenas colinas e planícies de arenito, cortadas por várias gargantas e wadis, nos quais as chuvas hibernais causam freqüentemente súbitas torrentes. Prosseguindo para o sul, a paisagem dá lugar a uma área de cumes rochosos desnudos, crateras, elevados platôs de clima seco e altas montanhas. Três crateras erosivas, a maior das quais com 8 km de largura e 35 km de comprimento, cortam profundamente a crosta terrestre, apresentando rica variedade de cores e tipos de rochas. Na ponta sul do Neguev, próximo a Eilat e ao Mar Vermelho, agudas elevações de granito cinza e vermelho são cortadas por gargantas secas e rochedos íngremes, cujas camadas de arenito resplandecem à luz do sol.

O Vale do Jordão e o Aravá, que acompanham o comprimento do país na fronteira oriental, são parte da Fenda Sírio-Africana, que dividiu a crosta terrestre há milhões de anos. Sua área setentrional é extremamente fértil, ao passo que o sul é semi-árido. Agricultura, pesca, indústria leve e turismo são as principais atividades econômicas da região. O Rio Jordão, que corre de norte a sul através desta fenda, desce mais de 700 m no seu curso de 300 km. Alimentado por regatos que descem do Monte Hermon, ele atravessa o fértil vale do Hula até o Lago Kineret (Mar da Galiléia), continuando a serpentear através do vale do Jordão até desembocar no Mar Morto. Embora se avolume durante a estação chuvosa no inverno, o rio é, de modo geral, estreito e pouco profundo.

O Lago Kineret, aninhado entre as montanhas da Galiléia e o Planalto do Golan, situa-se a 212 m abaixo do nível do mar, tendo 8 km de largura e 21 km de comprimento. É o maior lago de Israel e seu principal reservatório de água potável. Ao longo da costa do Kineret há locais de importância histórica e religiosa, assim como colônias agrícolas, empresas de pesca e pontos de atração turística.

O Aravá, a savana de Israel, inicia-se ao sul do Mar Morto e se estende até o Golfo de Eilat. Apesar de suas condições climáticas - um índice pluviométrico médio de menos de 25 mm e temperaturas que chegam a 40ø no verão - aí são cultivadas frutas e verduras fora da estação, sobretudo para exportação, graças ao uso de sofisticadas técnicas agrícolas. O Golfo sub-tropical de Eilat é famoso por suas águas azuis profundas, seus recifes de coral e a exótica fauna marítima.


O Mar Morto

O ponto mais baixo da Terra, cerca de 400 m abaixo do nível do mar, situa-se ao sul do Vale do Jordão. Suas águas, que têm o mais alto grau de salinidade e densidade do mundo, são ricas em potássio, magnésio e bromo, assim como em sal de cozinha e sais industriais. O ritmo natural de recuo do Mar Morto acelerou-se nos últimos anos, devido a uma taxa muito alta de evaporação (1,6 m por ano), e a vários projetos de desvio em alta-escala realizados por Israel e pela Jordânia, para atender às suas necessidades de água, o que causou a redução de 75% da descarga de água. Em conseqüência, o nível do Mar Morto baixou em cerca de 10,6 m desde 1960. Um projeto de ligação do Mar Morto com o Mar Mediterrâneo através de um canal e sistema de tubulação, que poderá devolver ao Mar Morto suas dimensões e nível naturais, está sendo considerado.


Clima

O clima de Israel varia do temperado ao tropical, com muito sol. Há duas estações distintas predominantes: o inverno chuvoso, de novembro a maio, e um verão seco nos seis outros meses. As chuvas são relativamente abundantes no norte e centro do país, bem mais raras no norte do Neguev e quase inexistentes no extremo sul. As condições regionais são bastante variadas, com verões úmidos e invernos amenos na região costeira; verões secos e invernos moderadamente frios nas montanhas; verões quentes e secos e invernos agradáveis no Vale do Jordão; e condições de clima semi-desértico o ano todo no Neguev. A situação do clima varia desde a neve ocasional nas regiões elevadas, no inverno, a dias de temperatura extremamente alta, por causa de ventos secos e quentes, que sopram periodicamente no outono e primavera.


Água

Localizado às margens de um cinturão desértico, Israel sempre sofreu por causa da escassez de água. Descobertas arqueológicas no Neguev e outras partes do país revelam que os seus habitantes, há milhares de anos atrás, já se preocupavam com a conservação de água, conforme se evidencia por uma variedade de sistemas, destinados tanto a recolher e armazenar a água das chuvas, quanto para levá-la de um lugar para outro.

O total anual de recursos hídricos renováveis de Israel é de 1,7 bilhão de metros cúbicos, 75% dos quais são usados para irrigação e o restante para fins urbanos e industriais. Os recursos de água do país incluem o Rio Jordão, o lago Kineret e alguns rios menores. Também são utilizados fontes naturais e lençóis dágua subterrâneos, canalizados em quantidades controladas para evitar a exaustão e a salinização. Como já se chegou à utilização máxima de todas as fontes de água doce existentes, estão sendo desenvolvidos os métodos para aproveitar recursos alternativos, como a reciclagem de água de esgotos, as chuvas artificiais e a dessalinização de água salobra.

O Conduto Nacional

Para superar desequilíbrios regionais de disponibilidade de água, a maioria dos recursos hídricos potáveis de Israel está reunida numa rede integrada. Sua artéria principal, o Conduto Nacional, concluído em 1964, traz água do norte e do centro do país ao sul semi-árido, através de um sistema de canos gigantescos, aquedutos, canais abertos, reservatórios, túneis, represas e estações de bombeamento.


A Flora e a Fauna

A vida animal e vegetal de Israel é rica e diversificada, em parte devido à localização geográfica do país, na junção de três continentes. Mais de 2.800 tipos de plantas foram identificados, desde espécies alpinas nas encostas das montanhas setentrionais a espécies do Sahara, na Aravá, ao sul. Israel é o ponto extremo setentrional para a presença de plantas como o papiro e o limite meridional de outras, como a peônia vermelho-coral brilhante.

Florestas naturais, principalmente de carvalhos, cobrem partes da Galiléia, do Monte Carmel e de outra regiões montanhosas. Na primavera, cistos baixos e giestas espinhosas predominam, com suas variações de branco, rosa e amarelo. Madressilvas trepam sobre os arbustos e grandes plátanos proporcionam sombra ao longo dos córregos de água fresca da Galiléia. Nos planaltos do Neguev, massivas pistaceiras atlânticas acrescentam uma nota espetacular ao longo dos leitos dos rios secos, e tamareiras crescem onde quer que haja bastante água subterrânea.

Muitas flores cultivadas, como a íris, a açucena, a tulipa e o jacinto são aparentadas a algumas das flores silvestres de Israel. Imediatamente após as primeiras chuvas, em outubro-novembro, o país se cobre de um tapete verde que dura até a chegada do verão seco. Ciclames brancos ou côr-de-rosa e anêmonas vermelhas, brancas e côr-de-púrpura florescem de dezembro a março; as tremoceiras azuis e as margaridas amarelas surgem pouco depois. Muitas das plantas nativas, como o açafrão e a cila, são litófilas, isto é, armazenam seus nutrientes em bulbos ou tubérculos, e florescem no fim do verão. Pairando sobre os campos, há cerca de 135 variedades de borboletas, de matizes e padrões brilhantes.

Mais de 380 espécies diferentes de pássaros podem ser vistas em Israel. Algumas , como o rouxinol oriental comum, residem permanentemente no país; outros, como o galeirão e o estorninho, passam aqui o inverno, regalando-se com o alimento encontrado nos campos e lagos piscosos. Centenas de milhares de pássaros atravessam Israel duas vezes por ano, em suas migrações, fornecendo excelentes oportunidades aos ornitólogos. Bútios, pelicanos e outras aves migratórias, grandes e pequenas, enchem os céus do país em março e outubro. Várias espécies de aves de rapina, como águias, falcões e gaviões, assim como minúsculos pássaros canoros, como a toutinegra e o pintassilgo, nidificam em Israel.

Delicadas gazelas correm sobre as colinas; raposas, gatos selvagens e outros mamíferos vivem nos bosques. Cabritos monteses da Núbia de chifres majestosos saltam sobre os rochedos no deserto; e camaleões, cobras e lagartos de todos os tipos contam-se entre as 80 espécies nativas de répteis.


Infra-estrutura

Comunicações: Israel está ligado às principais redes mundiais de dados comerciais, financeiros e acadêmicos e está totalmente integrado aos sistemas de comunicação internacionais, por cabos submarinos e satélites. Serviços telefônicos, de telex, de correio eletrônico e de fax podem ser obtidos em todo o país, proporcionando rápidos meios de comunicação dentro do país e com o resto do mundo. Os serviços postais operam em todo o país, ligando-o a quase todos os países do mundo.

O Serviço Filatélico já emitiu mais de 1.200 selos. Muitos conhecidos artistas israelenses projetaram estes 'cartões de visita' do país, alguns dos quais já são considerados clássicos e avidamente procurados por colecionadores.

Rodovias: Num país de curtas distâncias como Israel, os automóveis, ônibus e caminhões são os principais meios de transporte. Nos últimos anos, a rede rodoviária foi enormemente ampliada e melhorada, para adaptar-se ao rápido aumento do número de veículos, assim como para tornar acessível a mais remota comunicação. Atualmente está sendo construída uma auto-estrada de várias pistas, de quase 300 km, a se iniciar em Beer Sheva , no sul, ramificando-se até Rosh Hanikrá e Rosh Pina no norte. Esta estrada, para a qual se deverá pagar pedágio, tornará possível contornar as áreas densamente povoadas, aliviando os congestionamentos de trânsito e possibilitando um mais fácil acesso à maioria das regiões do país.

Ferrovias: A Companhia Ferroviária de Israel opera serviços de passageiros entre Jerusalém, Tel Aviv, Haifa e Naharia. Transportes de carga também operam no sul, servindo o porto de Ashkelon, as cidades de Ashkelon e Beer Sheva e as minas ao sul de Dimona. Nos últimos anos, vem aumentando o uso do transporte ferroviário, tanto de passageiros como de carga. Para ajudar a reduzir os problemas causados pela intensificação do tráfego rodoviário, funcionam nas áreas de Tel Aviv e Haifa serviços rápidos de transportes de passageiros, utilizando as linhas férreas existentes, operados em coordenação com linhas de ônibus. Muitos vagões obsoletos ainda em uso estão sendo substituídos por outros mais modernos, com ar condicionado, e equipamento moderno de manutenção mecânica está sendo posto em operação.

Portos marítimos: Os antigos portos de Iafo, Cesaréia e Acre (Aco) foram substituídos por três portos modernos de grande calado, em Haifa, Eilat e Ashdod, que servem à navegação internacional. Haifa é, atualmente, um dos maiores portos mediterrâneos para navios de carga, assim como um movimentado terminal de passageiros. O de Ashdod é usado sobretudo para mercadorias e Eilat, no Mar Vermelho, liga Israel ao hemisfério sul e ao Extremo Oriente. Além disso, há um porto para navios-tanque em Ashkelon, e em Hadera funciona um equipamento moderno de descarga direta para cargueiros que abastecem de carvão a usina elétrica próxima.

Reconhecendo que a localização geográfica de Israel o transforma potencialmente em país de trânsito para passageiros e mercadorias em travessia da região, a Autarquia de Portos e Ferrovias delineou um plano-mestre de longo termo para fazer frente às necessidades futuras. Entre outras prioridades, ele prevê o desenvolvimento de um moderno sistema ferroviário, a instalação do equipamento mais moderno possível em cada fase de suas operações terrestres e marítimas e a criação de sistemas computadorizados para o controle e supervisão de todos os seus serviços.

Aeroportos: O Aeroporto Internacional Ben-Gurion (25 minutos de carro de Tel Aviv e 50 minutos de Jerusalém) é o maior e mais importante terminal aéreo do país. Em virtude do rápido aumento do número de chegadas e partidas de passageiros, o aeroporto foi recentemente ampliado. Vôos tipo charter, sobretudo da Europa, e viagens domésticas também aterrisam no aeroporto de Eilat, ao sul, e em pequenos aeroportos situados nas proximidades de Tel Aviv e Jerusalém, no centro do país, e em Rosh Pina , no norte.


Vida Urbana

Mais de 90% dos israelenses vivem em centros urbanos. Várias cidades modernas, onde se misturam o antigo e o novo, estão construídas em locais conhecidos desde a antigüidade, como Jerusalém, Safed, Beer Sheva, Tiberíades e Aco. Outras, tais como Rechovot, Hadera, Petach Tikva e Rishon Letzion eram aldeias agrícolas na época anterior à independência e tornaram-se gradualmente importantes centros populacionais. Cidades em desenvolvimento, como Carmiel e Kiriat Gat, foram construídas nos primeiros anos da criação do estado para atender ao rápido crescimento populacional gerado pela imigração em massa, assim como para melhor distribuir a população por todo o país, e promover a integração econômica rural e urbana, atraindo indústrias e serviços a áreas até então despovoadas.


Principais Cidades

Jerusalém, situada nas Colinas da Judéia, é a capital de Israel, a sede do governo e o centro histórico, espiritual e nacional do povo judeu desde que o Rei David fê-la capital de seu reino há 3.000 anos atrás. Santificada pela religião e a tradição, pelos Lugares Santos e santuários, ela é reverenciada por judeus, cristãos e muçulmanos de todo o mundo.

Até 1860, Jerusalém era uma cidade murada, formada por quatro quarteirões - judeu, muçulmano, armênio e cristão. Naquela época, os judeus, que constituíam a maioria da população da cidade, começaram a construir novos bairros fora dos limites da muralha, formando o núcleo da Jerusalém moderna. Durante a administração britânica (1918-48), ela gradualmente se transformou, e a cidadezinha provincial abandonada da época do Império Otomano (1518-1918) tornou-se uma florescente metrópole, com novos bairros residenciais, cada um refletindo o caráter do grupo específico que nele vivia. Após o ataque árabe conjunto desfechado contra o recém-fundado Estado de Israel, a cidade ficou dividida, sendo administrada por Israel e a Jordânia; durante 19 anos uma parte estava hermeticamente separada da outra por muros de concreto e arame farpado. Após o ataque a Jerusalém, desencadeado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a cidade foi reunificada.

Jerusalém, hoje a maior cidade de Israel, conta com mais de meio milhão de habitantes. Ao mesmo tempo antiga e moderna, é uma cidade de diversidades, e seus habitantes representam uma mistura de culturas e nacionalidades e de estilos de vida que vão desde o estritamente religioso ao secular. É uma cidade que preserva seu passado e constrói para o futuro, com locais históricos cuidadosamente restaurados, áreas de paisagem verde, zonas comerciais modernas, parques industriais e bairros em expansão, que atestam sua continuidade e vitalidade.

Tel Aviv-Iafo, cidade moderna na costa mediterrânea, é o centro comercial e financeiro de Israel, assim como o foco de sua vida cultural. Nela estão sediadas as mais importantes organizações industriais e agrícolas, a Bolsa de Valores, os principais jornais, periódicos e editoras. Tel Aviv, a primeira cidade exclusivamente judaica dos tempos modernos, foi fundada em 1909 como um subúrbio de Iafo, uma das mais antigas cidades do mundo. Em 1934 Tel Aviv foi elevada à categoria de município e, em 1950, foi fundida com Iafo, absorvendo a antiga cidade. A área em torno do antigo porto de Iafo (Jafa) tornou-se uma colônia de artistas e um centro turístico, com galerias, restaurantes e clubes noturnos.

Haifa, na costa do Mediterrâneo, sobe pelas encostas do Monte Carmel. Foi construída em três níveis topográficos: a cidade baixa, cujos terrenos foram parcialmente recuperados do mar, é o centro comercial e a zona portuária; o nível intermediário é a área residencial antiga; e o nível mais elevado consiste de bairros modernos em rápida expansão, com ruas arborizadas, parques e bosques de pinheiros, que contemplam a zona industrial e as praias da ampla baía lá embaixo. Importante porto de grande calado, Haifa é um foco de comércio internacional, além de ser o centro administrativo da região norte de Israel.

Safed, aninhada entre as montanhas da Galiléia, é um local popular de férias de verão e centro turístico, com um quarteirão de artistas e várias sinagogas centenárias. No século XVI, Safed era o mais importante centro de criatividade e de estudos judaicos - ponto de encontro de rabinos, eruditos e místicos que estabeleceram leis e preceitos religiosos, muitos dos quais seguidos até hoje pelos judeus observantes.

Tiberíades, às margens do lago Kineret, é famosa por suas fontes termais medicinais. Hoje em dia a cidade é um movimentado centro turístico, onde vestígios arqueológicos do passado misturam-se a modernos edifícios e hotéis. Fundada no século I, a cidade deve seu nome ao imperador romano Tibério. Mais tarde, tornou-se um centro de erudição judaica e a sede de uma academia rabínica famosa.

Beer Sheva, no norte do Neguev, situa-se na interseção das estradas que levam ao Mar Morto e a Eilat. É uma cidade nova construída num local já conhecido no tempo dos Patriarcas, há 3.500 anos atrás. Chamada 'a capital do Neguev', Beer Sheva é um centro administrativo e econômico, sede de repartições governamentais regionais e instituições de saúde, educação e cultura que prestam serviços a toda a região sul do país.

Eilat a cidade mais meridional do país, é a saída de Israel para o Mar Vermelho e o Oceano êndico. Seu porto moderno, que se acredita estar localizado onde se erguia o antigo porto no tempo do Rei Salomão, é a via comercial de Israel com a África e o Extremo Oriente. Seus invernos cálidos, um espetacular cenário submarino, as belas praias, os esportes aquáticos, seus luxuosos hotéis e a facilidade de acesso da Europa através de vôos charter fazem de Eilat uma próspera cidade turística durante todo o ano. Desde o estabelecimento da paz entre Israel e a Jordânia (1994), foram iniciados projetos conjuntos de desenvolvimento com a cidade vizinha Ácaba, para incrementar o turismo na região.


Arquitetura através dos tempos

O estilo de construção urbana de Israel é imensamente variado, com estruturas dos séculos passados, sólidos edifícios inspirados por renomados arquitetos europeus da época anterior à 2a Guerra Mundial e blocos de apartamentos construídos às pressas durante os primeiros anos do estado, a fim de atender às necessidades de moradia dos novos imigrantes; e a seu lado, bairros residenciais cuidadosamente planejados, arranha-céus de concreto e vidro que abrigam escritórios e luxuosos hotéis, construídos nas duas últimas décadas.


Vida Rural

Cerca de 9% da população de Israel vive em áreas rurais, tanto em aldeias como em dois tipos de colônias agrícolas cooperativas singulares, o kibutz e o moshav, que se desenvolveram no país no início do século XX. As aldeias de vários tamanhos são habitadas principalmente por árabes e drusos, que representam um sexto da população rural de Israel. As terras e casas são propriedades privadas, e os agricultores cultivam e comercializam seus produtos individualmente. Os árabes beduínos do Neguev, anteriormente nômades, constituem uma minoria dentro do setor árabe (70.000 pessoas) e vêm passando por um processo de urbanização, refletindo a transição de uma sociedade tradicional para um estilo de vida moderno e sedentário.

O kibutz é uma unidade sócio-econômica autônoma, na qual as decisões são tomadas pela assembléia geral de seus membros, sendo os bens e os meios de produção de propriedade coletiva. Hoje em dia, aproximadamente 2,3% da população do país vive em cerca de 270 kibutzim. Os membros trabalham nos diferentes ramos da economia kibutziana; as crianças passam grande parte das horas do dia com seus companheiros de idade, desde a mais tenra infância até o fim da escola de 2ø grau, em marcos estruturados. Tradicionalmente a espinha dorsal da agricultura de Israel, os kibutzim produzem atualmente 33% da produção agrícola do país; dedicam-se também à indústria, turismo e serviços.

O moshav é uma colônia rural na qual cada família é proprietária de seu próprio campo e residência. No passado, a cooperação estendia-se às compras e comercialização conjunta; hoje em dia os membros dos moshavim preferem ser mais independentes economicamente. Cerca de 450 moshavim, com uma média de 60 famílias cada um (3,1% da população), fornecem uma boa parte da produção agrícola de Israel.

O ishuv kehilati (é uma nova forma de comunidade rural, e em cada um dos 50-60 já existentes vivem centenas de famílias. Embora a vida econômica de cada família seja completamente independente, e a maioria dos membros trabalhe fora da comunidade, o nível de participação voluntária dos membros na vida comunitária é muito alto. A instituição central de administração é a assembléia geral, composta pelos chefes de cada família, que estabelece e aprova o orçamento comunitário em sua reunião anual. Além dos comitês de gerência e de fiscalização, grupos de trabalho dedicam-se a assuntos como educação, cultura, juventude, finanças e outros. Um secretariado pago administra os assuntos diários de acordo com as decisões dos órgãos eleitos. Novos membros são aceitos somente se aprovados pela comunidade.


Setor Agrícola

O setor agrícola baseia-se quase que inteiramente em P&D, graças à cooperação entre agricultores e pesquisadores. Os resultados das pesquisas são rapidamente transmitidos ao campo para experimentação, através de um sistema de extensão rural, sendo que os problemas são trazidos diretamente aos cientistas, para solucioná-los. A P&D agrícola é executada, sobretudo pela Organização de Pesquisa Agrícola, órgão do Ministério da Agricultura. A maioria dos institutos de pesquisa agrícola de Israel mantém estreitas relações com a Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO) das Nações Unidas, o que garante o intercâmbio contínuo de informações com outros países.

As vacas leiteiras de Israel são, em média, as campeãs mundiais de produção de leite, e a produção média por cabeça aumentaram de 6.300l em 1970 a 10.000l hoje em dia, graças à criação científica e aos testes genéticos executados pelo Instituto Volcani. Através da produção de esperma e óvulos de gado de raça, Israel consegue elevar o nível de seu rebanho, assim como compartilhar suas conquistas neste campo com outros países.

Os agrônomos Israelitas foram os pioneiros em biotecnologia agrícola, irrigação gota-a-gota, solarização (exposição ao sol) dos solos e na reciclagem de águas de esgoto para uso agrícola. Tais progressos vêm sendo aplicados na manufaturação de produtos comercializáveis, desde sementes e biopesticidas produzidos pela engenharia genética a plásticos foto-degradáveis e sistemas computadorizados para irrigação e fertilização.

A necessidade de utilizar ao máximo a pouca água existente, a terra árida e a mão-de-obra limitada levou a uma verdadeira revolução dos métodos agrícolas. A busca por técnicas de economia de água estimulou o desenvolvimento de sistemas de irrigação controlados por computador, como o método gota-a-gota, que dirige o fluxo de água diretamente à raiz da planta. Outro resultado da intensa pesquisa é a utilização do enorme reservatório subterrâneo de água salobra do Negev, para o cultivo de safras tais como tomates de primeira qualidade, destinados aos mercados Europeus e Americano, durante o Inverno. A pesquisa no campo do tratamento eletromagnético da água, para melhorar a saúde dos animais e a qualidade das colheitas também vem produzindo resultados promissores.

Computadores projetados e construídos em Israel são amplamente utilizados para a coordenação das atividades agrícolas diárias, como controlar a injeção de fertilizantes e ao mesmo tempo monitorizar fatores ambientais relevantes; fornecer a ração dos animais, composta de acordo com proporções testadas de custo/produtividade; e garantir o controle de temperatura e umidade dos aviários. Além disso, Israel desenvolve, fabrica e implementa uma variedade de modernos equipamentos agrícolas para arar, semear, plantar, colher, recolher, separar e empacotar.


Fonte: FISEMG


B'nei Anussim do Brasil, primórdios




Em abril de 1500, na expedição de Pedro Álvares Cabral já haviam judeus, dentre eles Gaspar Lemos, Capitão-mor, que gozava de grande prestígio com o Rei Dom Manuel. E, a idéia de ter no Brasil uma "terra prometida" tomou corpo quando o também judeu Fernando de Noronha trouxe grande número de irmãos judeus como trabalhadores para explorar a costa brasileira. Assim, milhares de judeus fugindo da chamada "Santa Inquisição", começaram a colonizar este país. EIS A SEGUIR ALGUNS SOBRENOMES DE JUDEUS PORTUGUESES QUE, COMPROVADAMENTE, CHEGARAM AO BRASIL NAQUELA ÉPOCA. Será que você conhece algum de seus descendentes?:
Abreu, Álvares, Azeredo, Ayres, Affonseca, Azevedo, Affonso, Aguiar, Almeida, Amaral, Andrade, Antunes, Araújo, Ávila, Azeda, Barboza, Barros, Bastos, Borges, Bulhão, Bicudo, Cardoso, Campos, Cazado, Chaves, Costa, Carvalho, Castanheda, Castro, Coelho, Cordeiro, Carneiro, Castanho, Cerqueira, Corrêa, Cunha, Diniz, Duarte, Delgado, Dias, Esteves, Évora, Fernandes, Flores, Franco, Ferreira, Figueira, Fonseca, Freire, Fróes, Furtado, Freitas, Galvão, Garcia, Gonçalves, Guedes, Gomes, Gusmão, Henriques, Izidro, Jorge, Laguna, Lassa, Leão, Lemos, Lopes, Lucena, Liz, Lourenço, Macedo, Machado, Maldonado, Mascarenhas, Martins, Medina, Mendes, Mendonça, Mesquita, Miranda, Moniz, Monteiro, Moraes, Mourão, Moreno, Motta, Munhoz, Moura, Navarro, Nogueira, Neves, Nunes, Oliveira, Oliva, Paes, Paiva, Paredes, Paz, Pereira, Perez, Pestana, Pina, Pinheiro, Pinto, Pires, Porto, Quaresma, Quental, Ramos, Rebello, Rego, Reis, Ribeiro, Rios, Rodrigues, Rosa, Sá, Sequeira, Serra, Silva, Silveira, Simões, Siqueira, Soares, Souza, Tavares, Telles, Trigueiros, Trindade, Valle, Valença, Vargas, Vasques, Vaz, Veiga, Vergueiro, Vieira, Villela.
Note bem: Não se pode afirmar que todo brasileiro, cujo sobrenome aquí está citado seja, necessariamente, descendente direto de judeus portugueses. Mas, com certeza o Brasil tem no seu sangue e nas suas raízes os traços marcantes do povo judeu. Muito mais do que se imagina!
No que me toca, a minha consciência em tenra idade de que as famílias Araújo, Barros, Costa, Corrêa, Ferreira, Gomes, Pinto, Rego, Soares, Lopes compõem, todas, a minha ascendência sefaradí; como proféticas sementes de nosso pai Abraão . As quais, como ierushá (herança) para a minha teshuvá (retorno cultural e espiritual) e tevilah (batismo) na Congregação Israelita da Nova Aliança, foram um fator natural e uma questão de coerência - para honra e glória do Eterno nosso D-us rei do Universo; abençoado seja. Amén!
*Binei anussim, em hebraico quer dizer, filhos dos forçados.

SEFARAD NÃO FOI SÓ ESPANHA - relembrar é saber



Inquisição
A Inquisição foi uma instituição criada pela Igreja Católica Apostólica Romana no ano de 1232. Era um tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica que, vigiava, perseguia e condenava aqueles que fossem suspeitos de praticar outras religiões. Os castigos e sentenças eram proclamados em cerimônia pública e podiam se constituir numa peregrinação, um suplício, uma multa, o confisco das propriedades, detenção, prisão perpétua ou morte na fogueira. Os acusados eram obrigados, sob juramento e tortura, a concordar com as acusações, tornando-se, assim, os seus próprios acusadores. Com a expansão colonial, muitos cristãos-novos fugiram para as colônias, fazendo com que a Inquisição emigrasse para lá -; para o Brasil, inclusive.
Cristãos-novos
Com a mesma intensidade que queria se ver livre dos judeus, o rei de Portugal buscou uma saída que não prejudicasse em demasia a economia e a ânsia expansionista portuguesa. Embora expulsos, os judeus foram pribidos de deixar o reino, convertidos à força em cristãos, através de batismo às pressas, feito aos milhares. Contra a vontade, os judeus portugueses foram transformados em cristãos. Cristãos-novos, porém, vítimas dos preconceitos e perseguições de que outrora eram vítimas os judeus. Obviamente, as leis de conversão forçada não transformaram os judeus em cristãos de fato, embora isso tenha sido feito oficialmente. O próprio monarca sabia das limitações efetivas de seu decreto e, temeroso de uma leva de perseguições como as que ocorreram em territóro espanhol, além de procurar tornar possível a permanência e assimilação dos antigos judeus no reino, ordenou um período de adaptção so novo momento de nonopólio religioso, proibindo por lei qualquer tipo de inquirição por motivos de fé aos judeus conversos por um período que, estendido, duraria cerca de quatro décadas. Uma das primeiras providências era mudar-se o nome e sobrenome dos conversos, apagando seus vestígios de identidade judaica!
A maior comunidade judaica do mundo
Estudos confiáveis estimam que, em torno de 30% da população brasileira, ou seja, 55 milhões de pessosas, sejam descendentes de colonizadores portugueses que eram cristãos-novos, ou seja, judeus! Assim, a se verificar esses estudos em fontes históricas disponíveis, a população nundial de judeus ficaria 345 % maior, aproximadamente em comparação ao número que hoje existe. Isso transformaria o Brasil no país detentor da maior comunidade judaica - da antiga e da Nova Aliança - decorrente da diáspora , um número dez vezes superior ao número de judeus que vivem atualmente em Israel e nos Estados Unidos, somados.
(Fonte: Você Sabia? - Revista XQ Xis da Questão - Ed. Towne, São Paulo - SP - 2007.)
Saiba Mais
Os judeus no Brasil Colonial - Arnold Wiznitzer - Ed. Pioneira SP - 1996;
Raízes judaicas no Brasil - Flávio Mendes Carvalho - Ed. Nova Arcádia - SP - 1992;
Estudos sobre a comunidade judaica no Brasil - Nachman Falbel - Fisesp - SP;
Judaizantes e judeus no Brasil - Egon e Frieda Wolff - RJ.

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