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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O noticiário brasileiro - terror sem limites


Por George W de B Cavalcanti*


Você tem toda razão, caro leitor ou leitora, quando se pergunta o que é que este cartaz - que representa a prova incontestável do recente retorno da censura ao nosso país - tem a ver com o título desta postagem. Mas, eu gostaria que prosseguisse nesta leitura no setido de, alcançarmos uma oportuna reflexão sobre a nossa realidade.

A produção cinematográfica mais polêmica do momento em todo o planeta: A Serbian Film - Terror Sem Limites, na noite desta terça-feira 13/09/2011, foi alvo de censura ampla, geral e irrestrita. Já que, a Justiça Federal de Belo Horizonte atendeu ao pedido feito pelo Ministério Público Federal em ação cautelar e concedeu uma liminar proibindo a exibição do longa sérvio em todo país.

Longe de mim fazer aqui juízo de valor e muito menos apologia ao conteúdo, argumento ou razões; objetivas e subjetivas dos envolvidos na elaboração, comercialização e divulgação da internacionalmente questionada obra da sétima arte sérvia. Até porque, em alguns países da Europa (Itália, Grécia e França), a veiculação do filme foi proibida e tem causado mal-estar onde conseguiu ser exibido.

Mas, me permito - e, agora venha comigo - traçarmos um instigante paralelo entre os argumentos da nossa justiça e o cenário nacional de criminalidade e impunidade que grassa neste país. É violência e sangue aos borbotões, de vítimas fatais a impregnar quase até os nossos cinco sentidos, com a cor da bandeira do partido ora no poder. De direito e não de facto segundo se evidencia, mas, responsável por toda essa danação; desassistência e insegurança social'.

Então, vamos aos argumentos colocados na peça legal dos nossos meritíssimos de eminente saber jurídico:
"O longa-metragem contém cenas que simulam a participação de recém-nascido em cena de sexo explícito ou pornográfica, além das que mostram sexo explícito, crueldade, elogio/banalização da violência, necrofilia, tortura, suicídio, mutilação, agressão no ambiente familiar". E, "Não recomendada para menores de 18 anos, por conter sexo, pedofilia, violência e crueldade".

Contudo, para melhor clareamento e fixação do raciocínio da nossa análise, vamos listar ponto a ponto os nefandos tópicos mencionados:
  • sexo
  • sexo explícito
  • crueldade
  • violência
  • elogio/banalização da violência
  • necrofilia
  • pedofilia
  • tortura
  • suicídio
  • mutilação
  • agressão no ambiente familiar
Agora a pergunta que não quer calar: Mas estas não são a cenas do cotidiano de barbarismo em nosso país, crescentemente havidas e diariamente reportadas - até por dever de ofício - pela mídia brasileira? Ou, como diria o conhecido repórter e comunicador de grande audiência: "Ou eu estou errado?" E, à lista doméstica, adite-se o descarte perverso e crescente de recém-nascidos e as execuções sumárias e aterradoras dos tribunais do crime à luz do dia.

Que saibam as sumidades e eminências pardas do socialismo caboclo que: a despeito de seus 'aloprados' agentes de aparelhamento político estatal, ainda subsiste, cresce e resiste a vida inteligente da cidadania deste país. E que, vemos a proliferação dos programas sensacionalistas sobre a 'cena-crime', a faturar alto em variadas mídias. Mais impactante na TV de reportagem policial; quando, o repórter e a câmera se fundem à guisa de "papagaio de pirata" nos ombros dos homens da lei.

Esta é uma inspirada - até porque, com o obséquio do chargista, a imagem vale mais do que mil palavras - ilustração de como se sente o cidadão telespectador brasileiro da atualidade diante do noticiário nacional televisivo. Mas, tamanho escárnio à segurança, à justiça e à cidadania não parece afetar às abastadas e tranquilas rotinas de vida das nossas autoridades. Até porque, a bandidagem é ensandecida e celerada, mas, não burra. Ela não etaca às residências e às familias dos poderosos. Uma vez que o mercado de trabalho para o criminoso continua mantido, garantido e crescente.

Assim, a propósito do cartaz do filme focalizado e que ora utilizamos como "gancho" nesta abordagem, relaciono algumas opiniões de internautas postadas em canais que divulgam na rede a vídeo-clip do censurado filme, como se segue:
- "Se não agrega para que perder tempo com filmes assim? - O problema é que não cabe a mim dizer que tipo de filme você pode ou não pode ver e nós não podemos impedir os outros de ler um livro, ver um filme ou seguir uma religião."
- "Quem é perverso não precisa desse filme e pode achar diversos outros muito mais violentos que não foram censurados..."
- "A banalização da violência torna as pessoas frias; ou seria o inverso? Ou seja, a frieza das pessoas é que torna a violencia banal?"
- "Mente doente se incentiva vendo até desenho amimado do Ursinho Puf..."
- "A pior negatividade, a pior violencia e a pior maldade agregada ao filme foi a censura!"
- "Já que me falaram tanto desse filme, vou acabar vendo."

Há luz no fim do túnel? 
A civilização cria uma venenosíssima víbora para se picar quando transforma o combate ao crime em grande indústria geradora de emprego e renda. Até porque, como aconteceu na Holanda, quando a criminalidade é combatida com convicção filosófica e atacada com seriedade em suas causas primeiras e fins últimos; "o espírito de porco", quer dizer; o espírito de corpo, faz o governo importar criminoso - no caso da Holanda, importado da Bélgica, segundo noticiou a imprensa internacional. Para que a turma dos "mocinhos" não ficasse desempregada e os demais beneficiários nos negócios da logística agregada não perdessem as suculentas "tetas" do erário.

E, quanto ao cidadão brasileiro?
É o comum pagador de impostos, taxas e contribuições que sustenta toda essa crescente máquina organizada de beneficiários diretos e indiretos do combate ao crime organizado. E, quando o lema é não levar muito a serio a religião e o seu 'Amar ao próximo como a ti mesmo'; o próximo é apenas a próxima vítima. Queira Deus não sejam as nossas futuras gerações, ao menos. Enfim, tire as suas conclusões e se posicione a este respeito. Porque a palavra de ordem é nossa, e  não aceitamos sair de casa como refém e retornar com vítima.



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