Saudação

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domingo, 18 de dezembro de 2011

Canção verde


Por George W de B Cavalcanti*


A vegetal pele planetária ora resiste e avança
para ensejar ser o simples mortal pai e mãe,
a rogar por nós e nos fazer cruzar ao portal
no momento só seu e suspenso no tempo,
no colo do amor sem espada nem lança,
alheia à contenda do bem com o mal;
mas, a dizer do seu direito de amar
ou reservar o seu lugar no mundo,
e na agenda dessa gente tonta
anotar o sistema moribundo.

Estou vendo a cor se desvanecer no cinza
mas, me aconchego mais nessa clorofila
que sob o sol transforma a luz em vida,
e faz renascer no verde da esperança
em cada criança que no berço chora;
o original cenário assim é oprimido
e tudo o quanto a natureza perde
pela mão insana do tosco voraz,
nessa orgia de tanto consumo
bestial e que a todos devora.

Não por presunção ou a querer ficar de fora  
nesse clamor por um senso mais aguçado,
no aprender com tal projeção do universo
nessa tela que estende pelo firmamento,
e por isto até seja o poeta condenado;
pela reflexão que expressa em verso
ao sentir todo o invisível aos olhos,
o essencial que tantos não vêem
e ser o escravo mais alforriado,
no lírico, pela era consagrado.

Me achego a ela para escutar a natureza
que faz brotar nessa esperança querida
pela dança fértil de óvulo com gametas,
nossa mãe generosa bela e imperfeita
tão imersa em sua líquida esmeralda;
quanto coberta pelo extenso manto
da noite em intenso azul marinho
estampado com tantas estrelas,
e sobre a nossa casa comum
cantar a canção da inteireza.



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