Saudação

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

O que me resta




Por George W de B Cavalcanti*
(texto atualizado em 04.06.2012 às 22:42)


Vida que voa como um pássaro
a deixar sua canção como rastro
que o tempo me traz ao coração,
e os versos que saem de seu bico
antes que caiam em esquecimento
eu os cato um a um com minha mão.

Pois, o que resta a este sutil poeta,
se a lida teima em negar-me a festa,
senão lembranças da afeição daquela
que, à saudade empresta os encantos
e inunda toda minha melancólica alma;
deixando réstia e sombra pelos cantos.

Canto que chama às lágrimas as coisas,
e que afoga as minhas alegrias tão cedo,
não tem promessa de secar-me o pranto
mas, de continuar o seu saudoso enredo;
de um repto que afronta-me o bom senso
com os seus mistérios e sofridos encantos.

Dá-me uma sensação precoce e dolorida,
por mais que minha fé nutra-me de alento
e alimente-me com esperanças nessa vida;
roda que gira e presenteia aleatória alegria  
quando mudança no vento revela o intento
e faz do sentimento a alma da minha poesia.


 


(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

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