Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.

domingo, 23 de outubro de 2011

Ab-negado




 Por George W de B Cavalcanti*


Quando um poeta morre,
quem se importa?
Quem anuncia o seu nome
ao vento e ao tempo?
Quem se importa?

Quando um poeta morre,
quem se importa?
Quem acode as rimas
ou consola os versos?
Quem se importa?

Quando um poeta morre,
quem se dá conta
que cessou uma brisa
que renova a vida?
Quem se importa?

Quando um poeta morre,
quem anuncia a perda
ao professor, ao aluno
ou ao vizinho de porta?
Quem se importa?

Quando um poeta morre,
quem socorre o mundo
de perder um abnegado
que o torna mais humano?
Quem se importa?

Quando um poeta morre,
alguém tem a resposta ou,
quem sabe o silencio seja
o que justifica a pergunta?
Quem se importa?

Quando um poeta morre,
cala o pássaro, chora a flor
e uma criança pergunta;
por que? Pergunta o amor:
Quem se importa?




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