Saudação

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Recomeços (a minha filha, gestante)



Por George W de B Cavalcati*


Querida, o amor é compromisso
e os filhos são um só sentimento
de responsabilidade permanente;
e, um vínculo próprio e inalienável,
sem idade, sem prazo de validade;
a continuidade é eterno recomeço.

Filhos não são produto perecível,
não para o coração dos seus pais,
que mantém viva a grande chama
de sentimento assim sempre terno,
desde a pequena morte no clímax;
no prazer da vida em ressurreição.

Por escopo nem motivo qualquer
não se transfere vísceras próprias
ou renega assim a qualquer tempo
de si mesmo perna, braço ou mão
gerados no milagre da concepção,
adicionados ao seu próprio tronco.

E filha é palavra ainda mais bonita,
é candura e a emoção indescritível,
semente, solo, flor para novo fruto
que matura em apropriada estação;
é pérola única de acetinado brilho,
no mar amniótico de sua gestação.

Me vejo em ti, no teu modo de ser
nas tantas coisas que de mim tu és
a caminhar por senda tão parecida,
que a verdade fiel a faz reconhecer;
tempo comum da benção merecida
em que serás a minha cabeça e pés.

Geração e vida em tuas entranhas,
faz do viver um nunca mais desistir
do poema vivo sempre mais bonito
vivido para ser, madura, minha mãe,
quando eu já não mais me pertencer;
ter teu cuidar e viver rumo ao infinito.




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