Saudação

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Chão, chuva e melão



Por George W de B Cavalcanti*
(texto atualizado em 22/02/2012 as 19:48)


Rescendia cheiro de terra molhada,
sob uma ramagem no chão,
e prestei bem a atenção.

Ah! Era um pé de melão;
o meu pé de melão!
Do amarelo não,
do verde;
botando frutos.

Uma semente ao acaso
jogada, mas, não perdida
e aproveitada pelo chão;
justo no improvável,
junto do impossível.

Pequena faixa de terra,
inicialmente umedecida,
pela calha que recolhe
água que cai das telhas;
até o mês de agosto.

Surpresa quase incrível,
a lembrar o que nos é dado
pelo milagre da vegetação;
a desmentir em silêncio
a fertilidade improvável.

Na aridez do quintal de aterro,
entre cacos de tijolo e telha,
de sobras da minha velha casa,
e que chamamos de metralha;
a brotar, naquela parceria.

Melõezinhos rasteiros e viçosos;
redondos, lustrosos e limpinhos,
cresciam enquanto a chuva caía.

Bendita foi aquela chuva,
que regou a rama e rima;
amenizou o nosso clima
e me inspirou à poesia
no sopro de brisa leve,
quando sussurrou-me:
Vai, escreve! 



(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

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