Saudação

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Memória em figurinhas



Por George W de B Cavalcanti*


Embora eu não consiga ler o que, o quanto e o tanto que necessito e quero - e, motivos não me faltam -, já o fiz o suficiente para compreender que, na literatura como na vida, nem sempre o mundo lido é um mundo lindo.

A minha compulsão por escrever aumenta a cada dia. Talvez como fuga e logro do afã em equilibrar os dois pratos - luta e prazer - da sanidade mental e corporal; ou, uma forma de revide do eu. Do intelecto; face ao circunstancial isolamento social: um misto de imposição local - em seu assédio moral por discriminação passiva - e de recolhimento conveniente, por estratégia pessoal.

Ou, talvez, preponderantemente em decorrência de natural cronológico balanço existencial; inerente às mentes costumeiramente reflexivas. Pensar este que, no momento atende-me com lentidão e, até, parece-me já um tanto enfadado pela jornada; pesa-me a cabeça. Mas, a minha voz interior insiste em dizer-me ainda, como de  outras vezes que: isso sempre passa.

Acontece os meus olhos me arderem pelo sono acumulado. Ora na vigília da solidão, ora pela insônia causada pela poluição sonora emitida por festejos mundanos no entorno; à guisa de tradição religiosa interiorana nordestina. Além do mais sou um homem maduro - embora com certeza ainda não defasado; e que, no âmbito domestico-familiar cuida de tudo administrar. Sem ter a quem delegar soluções ou quaisquer pertinentes providências.

Mesmo assim - à revelia de quem quer que seja que, deseje me ver desistir e sucumbir -, a minha mente nega-se terminantemente a capitular. E, o meu corpo, embora não incólume às inevitáveis somatizações, resiste garbosamente. Pelo que, o meu pensar agradece e o aplaude com as palmas do afeto e da ternura.

Na certeza de que a menção honrosa da vida acontece na beleza de uma rosa. Tanto quanto no solitário pardal que, pelo beiral da minha casa, se aproxima saltitante à procura de algum alimento. Meu pequenino coadjuvante por um momento em uma cena da minha vida. Recortada e colada no álbum de figurinhas da nossa memória.

  

(Imagens - fonte: Google Imagens)

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