Saudação

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Poema insone


Por George W de B Cavalcanti*


De uns tempos para cá
desatei a pensar poesia,
que me vem a toda hora
aos borbotões, noite e dia;
principalmente nas manhãs
ao alvorecer, quando insone.

Não são janelas ou fugas,
muito menos um propósito;
ou, em especial para alguém.

Sinto que as faço por mim,
para seguir suportando a lida;
como alento a me restabelecer
o equilíbrio entre luta e prazer.

O perambular nas lembranças,
poesia declamada no viver a dois,
no ritmo da respiração compartida;
que enfeixava todas as esperanças
naquele antes, durante, e depois.

Ó musa por demais arredia
e que em paz não me propicia,
não sabes o que é vagar na noite
com o coração a pulsar em versos
e ter o sangue aquecido em rimas.


E, na ausência do teu beijo carmim
ser o teórico da carícia e do afeto,
no devaneio que deixa-me assim;
à mercê em de erótica fantasia,
e a fugir de noturno espectro  
em alcova de metade fria.


(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

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