Saudação

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domingo, 22 de abril de 2012

Tempo sem máscara



Por George W de B Cavalcanti*


Escutar o escoar da existência
dessa areia que conta o tempo,
da civilização sem consistência
seguindo torta no seu caminho;
deixando no rastro a evidência
de imensa colcha em desalinho.

Achegar para assim nos balizar
por um ângulo de outro escopo,
mas nem sempre a nos sinalizar
de algo de bom em nosso copo;
os cubos de gelo a nos suavizar     
essa sensação de estar no topo 

Resta saber se a nossa história       
toma esse trem em movimento,    
que nos levaria à alguma glória
júbilo por algum similar evento;   
a colocar orgulho na memória   
e esboçar no todo meu intento.   

O observante é ser observado  
ao cair as máscaras do tempo      
chegar o dia e tudo é revelado 
o poder tem seu contratempo;
a cessar o que vai enovelando
com elã em cada pensamento.   

Nas sombras urdem parcerias
viciosas, vis parceiros astutos
a erguer em nossas cercanias
as muralhas de ardis vetustos;
produzem intensas cacofonias
ao abafar o clamor dos justos.        

É macabro bailar de  imagens
em gasto filme preto e branco
com seu deserto são miragens
que, da falsa cena eu arranco;
para prosseguir outras viagens,
na força do sentimento franco.

Razão e tempo tiram máscara     
a revelar quase oculta metade
da realidade que se escancara     
suja dos engôdos da maldade;
vem luz do bem e desmascara
o modernoso da modernidade.

Realidade que toma de assalto
o cotidiano 'diálogo de surdos'
e nas esquinas há mãos ao alto
por inepta gestão de absurdos;
cena de cangaceiros do asfalto
nessa nova guerra de Canudos.

Um sério compromisso conduz
a avaliar dia a dia nossa história 
pelo brilhar da mesma forte luz
não desistir ou pedir moratória;
porque desde sempre ela reluz,
mesmo a lampejos na memoria.

Serão nulas todas as  entidades
que useiras de abjetas condutas
vezeiras de todas suas vaidades
recorrentes são na  força bruta;
ninguém afronta razão absoluta,
nem oculta por inteiro verdades.



(Ilustrações - fonte: Google Imagens)

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