Saudação

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Horizonte Lunar

Por George W B Cavalcanti


I
O ter não é difícil de compreender,
Se o seu conseguir é lícito, legal e cabível;
Contradição explosiva com fogo de artifício.
O ser, no entanto, é superlativo mistério;
Seu estar neste mundo supera todo tino,
De néscios, de sábios e de profetas;
Deste ou de outro destino.

II
Creio seja esse torvelinho destes fascinantes paradoxos,
Que regularmente me colocam diante do espelho divino,
As imagens refletidas, o eu meu e o derredor além alheio;
Perfis distorcidos e inexplicáveis, mercê do fim e seus meios.

III
Então olho tudo de casa, da rua, mas -, melhor ainda, olho da lua;
Mentalmente eu o faço – e é fácil, tente – essa visão diferente,
E, logo em nosso único satélite natural em um instante estarás;
Não sentindo solidão povoada, somente uma solidão sem gente.

IV
Esteja leve – a gravidade é pouca –, sem políticos ou tropa de elite,
E, nem levantarás quaisquer poeiras, na argila fina daquele solo frio;
Vez que só há pedra em abundância – escolha uma – e, então, sente-se,
Relaxe e, calmamente, concentre-se e observe o planeta Terra à distância;
É a esplêndida presença no horizonte lunar, bem à frente –, bela e comovente,

V
Pois bem, faça como faço – ousada-mente –, contemple e, ante ela medite:
Mãe azul, tão generosa sustentando flora e fauna –; eu, você e toda gente que,
Da lunar perspectiva temos um valor virtual porque, nem ao menos somos vistos;
O cotidiano, guerra e paz – presunção fatal pecado –, e monumentais mesquinharias.

VI
Oportuno é o desafio e, no painel dos sentimentos retroceda tempos e cenários;
Encenações tantas no globo distante: coringas, valetes, reis e rainhas – tudo um jogo,
De musas, apaixonados e glórias efêmeras – quando, o mais importante é descartado;
Em Gaia a casa comum e deusa dos gregos; grande ser que nos nutre, sustém e acolhe,
Que, com as entranhas perfuradas e a pele verde arrancada, não nos dará tempo à fuga.

VII
Continue na imaginária poltrona ampliando a visão do drama –, é didática a imagem;
Olhe bem para o nosso planeta, é aparentemente sereno, mas, em plena revolução,
Abriga uma verdade nua: em sua noite é iluminado, mas, não ilumina a noite da lua;
Veja como é bom vê-lo sem nele distinguir rico ou pobre e nem a belos ou a feios,
Tantos, naquela nave, desatentos à sua solidão no espaço e sem saber a que veio.

VIII
Nela somos um só corpo que quer ter duas cabeças –, monstro ser social;
Vaidade das vaidades; egos indigentes e tão carentes desta didática viagem,
Que nos remete ao Mashíach restaurador da harmonia das centelhas da divindade;
Você, a lua, a Terra em íntima afinidade e o valor auferido, em consciência e coragem,
Sem injustiças ou maldades num corpo com uma só cabeça – e, um futuro sem saudade.

IX
Enfim, no horizonte lunar em destaque – do cosmos – o nosso pequeno bocado,
E, quão fantástico será o ser, super homem – D’us Conosco, regenerador do cenário,
Quando se sentir no céu será rotina e, o espelho da Lei refletirá, aqui, a imagem divina;
Não haverá seres mesquinhos; ‘homens-tamanduá’, a catarem na vida terreais picuinhas,
Porque transformados seremos esplendorosos em casa, na rua e vistos até da lua; verdade!
Até porque nenhum sucesso justifica, por qualquer valor que seja o fracasso da humanidade.

X
“PS”:
Agora, volte em segurança,
E sinta-se muito à vontade;
Faça aqui seu comentário:
Sobre enjôo ou vertigem,
Ou, se gostou da viagem;
Mas, se a achou positiva,
Indique esta mensagem.


União dos Palmares - AL, 01 de novembro de 2008.

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