Saudação

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sábado, 13 de dezembro de 2008

O fator humano

Por George W B Cavalcanti


Seres humanos não são anjos, claro que não; pelo menos alguns não totalmente. Mas, seguramente estas exceções – verdadeiras reservas morais e repositórios éticos – existem e resistem, ainda que a cada dia mais incrivelmente e, que tem muito de anjo; ah! Isso tem! E tem porque passam a vida toda e todas as suas vidas buscando criar algo de belo, que seja bom não somente para si, mas, também, para o próximo, para o outro, para todos e para toda vida.

São assim porque a malícia e a maldade acham isto uma coisa ingênua, tola e, até, imbecil. São assim porque – por insondáveis ou discutíveis mistérios – já nasceram assim com essa proximidade com o Eterno; com - arriscamos dizer -, um parentesco mais próximo com D’us e, um inarredável e indescritível prazer em fazer a Sua vontade. E assim o são porque desde suas gerações e nascimentos foram dotadas da capacidade de superar o que – na falta de uma definição mais precisa – convencionei chamar de “o fator humano” e que, representa desde sempre para a nossa espécie o nosso maior desafio: conseguirmos sobreviver às nossas ações sobre nós mesmos, sobre o coletivo e sobre o meio ambiente.

As criaturas às quais nos referimos aqui são em quase tudo – e esta é a sua quota de desafio – iguaiszinhas às demais e, no entanto, inexoravelmente diferentes; por suas inerentes capacidades de transformação, sempre para a paz e bem. A outrem pode parecer uns delírios vivos e ambulantes, por serem portadoras de uma imorredoura e esfuziante chama de felicidade de vida e de vida em abundancia; e, por evidenciarem não achar nenhuma graça na ganância. Face aos seus modos de ser, muitas vezes lhes sobrevêm obstáculos em forma de martírios, pois o ser pacífico e naturalmente iridescente incomoda as índoles diversas e ineptas para o sagrado; quando, então, o escudo da justiça divina é colocado na defesa de quem sinceramente busca parecer justo aos olhos do Senhor.

Percebamos, pois, que essas vivências, contratempos e aparentes sofrimentos são, na verdade, um aspecto do serviço nas vidas dos, digamos, humanos-anjos; e que, assim acontece para que possam laborar em retribuições e contribuições ao Criador e Sua divina obra nos incontáveis orbes em todo universo e por todo o cosmos. Estes irmãos em seus caminhares não rastejam jamais, antes flutuam; operários do bem que são. Iluminados construtores da vida e que, em geral, sabiamente utilizam as pedras eventualmente atiradas em sua direção, não para revidarem, mas sim para edificarem o melhor porvir: o mundo vindouro.

Pessoas assim - as quais nos parecem cada dia mais raras - são, no entanto, facilmente detectadas e reconhecidas por suas iguais e com elas estabelecem a bênção maravilhosa do diálogo em uma linguagem singular que, certamente pertence à família da língua dos anjos.

E, quem sabe, se a esta altura, também não te sintas “padecendo num paraíso” e fazendo parte deste grupo. Se assim acontece, que sejas bem vinda/o e, que a paz do Altíssimo esteja contigo, nesse ano, no próximo e por todo o sempre. Amém!


União dos Palmares - AL, 05 de julho de 2008.

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