Saudação

Olá! Este é um espaço de escrita criativa com um toque de humor, e expressão da minha vontade de me aproximar do poder revelador das palavras. Testemunho do meu envolvimento com a palavra com arte, e um jeito de dar vida à cultura que armazeno. Esta página é acessível (no modelo básico) também por dispositivo móvel. Esteja à vontade.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Papo de Sapo

Por George W B Cavalcanti

(para crianças de 8 a 80 anos)


Eu vi a rã rebolando a rabeira redonda,
Comendo rabanete e rabanada recente;
Era um ritual ritmado romântico e radiante,
Que a rechonchuda radical fazia ouvindo a rádio.

Nem ligava se o ruivo sapo rabugento ralhava,
Raivoso, querendo rachá-la com “rabo-de-arraia”;
Não era racismo, recalque e nem recíproca rejeição,
Mas sim a radiografia recente de um rústico romance.

No caminho da roça realmente era ruidosa a romaria,
De sapos, rãs, caçotes e até pererecas, rasgados em risos;
Em pedras, em galhos e em folhas, ali eram só festa e alegria.

Chegaram todos, rodearam a reluzente rã e o rubro sapo,
Que, apaixonado, esquecera a rabugem e também rebolava;
E rouco era o seu roncar, de tanto ressoar o tambor do seu papo.


União dos Palmares - AL, 25 de setembro de 2008.

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